Tuesday, September 25, 2012

Da pós modernidade

HIPERtexto
HIPERlink
HIPERinformação
HIPERconsumo
HIPERatividade
E os afetos?
HIPERafetados
God Google save us.

Saturday, July 28, 2012

Da janela


Olho a rua

Passa
gente
Passa
dia
Passa
lua
Passa
mês
Passa
ano
Passa
até
poesia

Você,
Não.



Wednesday, May 02, 2012

colcha de retalhos

Minha memória:
uma saudade
bem vivida.

Tuesday, May 01, 2012

de uma certa ilha

Avistei um horizonte inteiro do leme daquele barco:
viagens, filhos, churrasqueira e um deck com piscina

Foi mais que uma chama, um choro, um quadro, uma colcha, ou um secador...
Mais que uma simples paixão

Foi querosene, gasolina
água turva, neblina...

Expectativas
Foi...
AMOR

Nós olhamos o futuro
Esquecemos o presente

Perdemos os dois:
Tu, o BARCO
Eu, o RUMO.

Thursday, September 08, 2011

da cia do travesseiro

Em chamas, 
a vela derrama
monumentos de cera
sobre a cabeceira da cama.
No escuro,
o choro baixinho
molha a seda
sobre o travesseiro da dama.























Monday, August 01, 2011

do verso perdido

E assim amanhece
outro dia
Outra manhã que esconde
e a tarde que não revela...
Quando e onde tranquei sem as chaves?
Procuro até o entardecer
Reviro memórias, discos antigos, dvd's
Canso
E assim anoiteço
Encontro em outras vozes e
só em sonhos 
ela
nitidamente aparece
Assim em mim acontece
a poesia.

Thursday, July 14, 2011

do presente

Te quero só hoje e nenhum outro dia porque

é o tempo presente que nos pertence.

Hoje sou tua.

Hoje és meu.

Se amanhã, me perguntares o que sinto por ti.

Responderei o mesmo que te disse ontem:

Hoje, te amo sempre.

Wednesday, May 04, 2011

do silêncio

O silêncio com sua voz adocicada
grita em alto e bom tom
o que a linguagem
não consegue traduzir em som

Ele nos aperta o peito
com palavras mudas
e rimas um tanto quanto absurdas

Sem nenhum direito
permanece ali
CALADO

Como se nada houvesse
PASSADO.

Thursday, March 17, 2011

da pertença

Meu endereço é
uma usina, o cais, o porto, o rio

amor em desvario

Moro onde
a alma não se esconde

Quintana, Meireles, Drummond
Pessoa, Leminsky, Poe

Meu destino é
mato, praia, dia, lua, mar

ou qualquer lugar
onde
a poesia seja

AR.

Tuesday, March 08, 2011

da apreensão

De repente
a vida mudou rumos de lugar
o que tínhamos escorreu-me pelas mãos
o teu cheiro não encontro pelo ar


eu tento
fecho os olhos
respirar


mas, lá fora a brisa queima
meu corpo com outras mãos
eu fujo para não te encontrar
eu temo o que possa acontecer


amor,
eu fecho os olhos

tento relaxar

lá fora, há outros destinos
eu temo o que possa acontecer
eu temo, de repente:

A M O R

Monday, February 28, 2011

dos anseios

A boca sem o teu gosto

sente

o peito bater

dormente

os olhos piscam

saudade

o corpo anseia

novidade.

Saturday, February 19, 2011

Plástica ou plástico?

Mágico mundo
este da plástica e dos espelhos


Na forma e na imagem,
põe em ordem tudo que pode ser arrumado


Miragem aos olhos desavisados,
ávidos por conteúdo e significado


Mas a verdade,
côncava,
está lá, refletida em algum lugar:

raso, cuidado!

Não mergulhar.

Thursday, February 17, 2011

do tempo

O tempo vai me assim
Escorrendo pelas mãos
Trinta segundos
Sessenta minutos
Três semanas ou nove meses
Que números são, senão,
batidas subtraídas de meu coração?

Sunday, February 06, 2011

Lembrar é preciso para esquecer

Eu não vou te procurar embaixo de outros lençois,
nem no suor de outros corpos,
ou, entre outros gozos.
Como assombração,
você vai aparecer.
Num gesto, num cálice de vinho, numa palavra,
ou num Chico, tocando ao fundo.
Quando isso acontecer, eu vou olhar e sorrir
o sorriso mais doce que havia guardado para você.
Pois é preciso lembrar do que fui,
para esquecer.

Thursday, January 20, 2011

da paixão

Tropecei no sino que bate em meu peito
Caí em seu ritmo vibrante

dancei
Inebriada pela sensação de estar flutuando

dancei
Eu dançaria eternamente a mesma música,
mas por algum motivo ela parou

DANCEI

Meu coração quis pular pela garganta, depois pelo umbigo e agora ficou assim: inconstante.
Me sinto estranha tentando ouvi-lo.
Sou eu que não quero tropeçar em seu ritmo novamente?
O tempo dirá.
Por enquanto, quero dançar sozinha.

Thursday, December 23, 2010

da separação

Tuas palavras entraram em meu peito como navalha,
cortando a carne desnuda em mil pedaços.
A lágrima que corre da minha face tocando o chão,
é música para os meus ouvidos.
Embala
o meu corpo,
Equilibra
minha alma,
Acalma
meu coração.

Thursday, December 09, 2010

contigo

O meu mundo contigo é inteiro quando
a gente conversa, brinca, namora
a gente se cansa, briga, chora
sente saudades, reata, se adora.


O meu mundo contigo gira quando
a gente se estranha
se beija, se ama
a gente se olha.


O meu mundo contigo é obra de arte
inusitada,
poesia não acabada.

Tempero, cozinha, sal, pimenta e alecrim.


Um céu desenhado com palavras estranhas.

Filosofia.

O meu mundo não é mais MEU.

Wednesday, July 28, 2010

dos vazios

É um exercício lidar com os vazios.
O vazio do travesseiro,
da mesa, do cinema e do chuveiro.
O vazio do umbigo, do tato, do paladar, dos ouvidos e do olfato.
Dos olhos, da saliva e do peito.
Das horas e da poesia.
O vazio do espelho
.

Thursday, April 15, 2010

Autoretrato

Se eu não fosse terra, ar, gêmeos, gente;
Seria
pudim de leite.

Se eu não fosse vaidosa, irriquieta e irritada;
Seria
cocada

Se não fosse curiosa, xereta e desengonçada;
Queijo com goiabada
Se eu fosse um doce;
Seria meio amargo.

Wednesday, March 31, 2010

Mente só


Minha mente faísca e habita o infinito dos porquês
Devora como traças não livros, nem roupas, mas possibilidades impossíveis de acontecer
Minha mente cria gente, desfaz fantasmas, desafia a ficção
Estou lá escravizada cantando com Freud e Jung: "La vie en Rose"
Na sua imensidão, se ela beira ou cheira a loucura, não sei
Minha mente é solidão.

Wednesday, March 24, 2010

E SE?

SE a gente se cruzasse
SE você me procurasse
SE o gozo acontecesse
SE ninguém comentasse

SERIA UM CASO SÉRIO.

Monday, November 23, 2009

Desejos Pendurados

Meus natais tinham uma árvore gigante
Com espelhos coloridos que refletiam os desejos nela pendurados

Certa vez, olhei para um destes espelhos e vi a face de uma criança loira com cabelos cacheados

Ali, seu rosto estava vermelho

Quando olhei para outro espelho, seu rosto estava dourado

Mais um espelho e vi a ceia, os presentes e o menino Jesus todo verde em um presépio iluminado

Vi a àrvore, a casa, as coisas e as pessoas num tom vermelho avibrantado


Depois, vi a àrvore, a casa, as coisas e as pessoas mudarem de lugar, de estação e de cor
De verde para rosa, de rosa para branco e de branco para um cinza prateado

Vi nos espelhos, lá atrás dos óculos, o cabelo loiro cacheado da criança que se admirava com o reflexo das coisas que não entendia
As coisas que hoje são o seu reflexo.


Tuesday, August 11, 2009

da poesia


Companheira de noites mal dormidas,

a poesia é traça prateada que colore meu caderno com fios de luar.

É lá onde me deito, deleito e durmo.

Anjos barrocos embalam meu sonhar.





 


Friday, July 24, 2009

INSTALAÇÃO

Um dedo na boca, um olho no mar e o doce de morango
sujando o verde da poltrona.
3 crianças, seus avós
e um jardim bem cuidado.
17 anos de natação, 19 medalhas
e apenas o não do maiô azul registrado.
Melhores amigas, sorrisos, santos, espirítos, recados
e recortes de jornal.
Assim é a vida: costurada e pendurada com mil alfinetes em meu mural.

Thursday, May 21, 2009

MARCAS

Como a chuva que cai do céu na primavera ausente,




As folhas como lágrimas, em meu rosto vão.




Não são verdes, nem vermelhas, cinzas, ou secas.





As folhas do meu rosto,


amarelas, são.


http://www.poemadia.blogspot.com/

Wednesday, May 20, 2009

Black Out

Da sua boca saíam borboletras
Descobrindo o céu
azul escuro noite
Transformando a madrugada
rosa vinho mel
Invadindo meus sentidos
Brancos, perdidos?
Black out!
Seu hálito cheirava a poesia.

Wednesday, April 22, 2009

Passado

Você passou de carro na rua por mim e eu te vi, mas fingi não vê-lo.
Passou de novo. Eu te vi. Fingi não vê-lo.
Passou mais uma vez, e eu atendi o telefone
para não gritar teu nome.

EU ME SEGUREI NO PRESENTE.

Você, passou.

Tentativas

Tentei, inspirei, transpirei e saiu um poema!
Tá lá, publicado no poemadia (www.poemadia.blogspot.com)
Hoje é o dia de vocês postarem seus comentários!

Bjo, Lúcia Gorini

Saturday, March 21, 2009

Protocolando

Arte: Gilian Gomes
Confira no poema dia a postagem do dia 22.03.2009


Castelo de Poesia

Construo meu castelo,
(interno)
Com paredes de poesia.

A poeira que vem da rua,
(flutua)
Mas, não vai para baixo do tapete.
Fica do lado de fora enfeitando meus orixás.

Sunday, March 08, 2009

A FALA

Envelopou as palavras num papel couché colorido,

como quem guarda todos os sentidos no ouvido.

Selou duas vezes o instinto,


o grito.

E ,aos poucos, se transformou em alguma coisa


que não podia ser enviada pelos correios.

Monday, March 02, 2009

AVESSO

O avesso é duro, desconfiado e paranóico.
Anda de salto alto

para esconder as marcas das sandálias de tiras.
Tiras de batatas fritas

que não combinam com o manjericão do quintal.
Nem com as conchas à beira mar.
O avesso é estóico.
Aprisiona a voz na garganta

e os sentimentos no umbigo.
Mas, o avesso tem o lado positivo.
É o seu AVESSO.

Thursday, February 26, 2009

Ritual

Pintura de Salvador Dali
O odor na tua boca da carne crua,
perfuma meus instintos de loba.
Afio os dentes e as garras para te soltar em meu corpo, beber os teus olhos, sangrar em teu rosto e uivar para a lua.

Tuesday, February 24, 2009

Alma das Coisas

Arte Gilian Gomes

O guerreiro morreu.
Ao contrário dos índios, não comi sua carne.
Juntei sua lança e a pendurei na parede.
Não fiquei mais bela, mais forte, ou mais sábia.
Fiquei mais lança.
Este poema faz parte do projeto Poema Dia.
Cada dia do mês, dois poetas postam seus poemas no blog
http://www.poemadia.blogspot.com/
O meu é todo dia 22! Clique lá e confira! Divulgue para os seus amigos também!

Tuesday, February 17, 2009

Maturidade

Pequena, contava os dias para o Carnaval.
Lycras, tules coloridos e rosas roubadas de jardins vizinhos,
bailavam comigo noite afora.
Me via Rapunzel, Sherazade ou a Princesa

que seria salva por um príncipe.
Naquela época, não sabia que o carnaval acontece todos os dias.
É só escolher que máscara usar.

Sunday, November 09, 2008

Estrela Bailarina


Uma estrela no céu,
dança um tango com a lua.
Cada passo da estrela,
ilumina toda rua!

Poema selecionado para o "Poemas no Ônibus e no Trem 2009".

Wednesday, November 05, 2008

Frutas Estrelas - Carambolas!!!

Carambolas!
Frutas estrelas caíram do céu no outono.
Carambolas!
Frutas estrelas andaram pela cidade, perfumando a primavera.
Carambolas!
E, no verão, Carambolas!
Frutas estrelas se dividiram e voltaram aos céus.

Saturday, September 27, 2008

Acaso

Não se escolhe ser poeta,
o espanto acontece na ausência presente.
Nas testas franzidas, pele sem rugas,
no apelo dos olhos, a revolta do umbigo.

Tuesday, July 29, 2008

Paixão

Ouvi no assobio do vento um recital,
A alma das palavras estava lá: emaranhada em fios verdes, dançando em cristais coloridos.
Quando tentei desviar do devaneio sonoro, meu peito sangrava.

Monday, July 28, 2008

Alma Feminina

Canso-me da base, do pó, do blush, do rímel e do batom
Dos cabelos escovados até nos dias de febre
De não ser forte para esconder a fragilidade de um cruzar de pernas entrelaçadas
Das botas, do salto alto, da cinta-liga e dos fetiches
O objeto me cansa
A alma (devaneia, faz rima) descansa.

Tuesday, July 01, 2008

Poesia sobre a lembrança

"Se apenas um pote de ambrosia me restasse
Não seria qualquer pote de ambrosia.
Seria aquele com os ovos das galinhas lá de fora,
gemas tão amarelas que deixavam os flocos brilhando como vaga-lumes
Aquele que ficava pendurado como um lampião à meia luz,
adocicando o ar, na última prateleira do armário, que eu nunca alcançava.
O gosto amargo do pote de ambrosia
é tão doce que hoje me enjoa."



Este post é resultado dos exercícios propostos nas aulas da Oficina de Poesia do poeta e escritor Fabrício Carpinejar, da qual faço parte. Mesmo não acreditando em regras para que uma pessoa se torne poeta, decidi conhecer as regras primeiro para depois poder criar as minhas próprias. "Segundo Maiakovski, chama-se poeta justamente o homem (ou mulher) que cria estas regras poéticas."

Monday, June 23, 2008

O quadro

O quadro mudou com a casa
Saiu de casa
Ficou pendurado no aquário
Morou no armário
Cresceu com a família
Só depois achou o seu lugar
Nina ama o quadro que estava na casa da avó.

A Casa

Uma porta aberta no porão
As paredes, o tablado, as fotografias e as àrvores
Tudo cinza agora
Mas, na cozinha ouço crianças brincando
de bilboquê
E o cheiro da moranga caramelada inunda o ar
com tons quase maduros

Thursday, May 29, 2008

"A fotografia é a poesia em imagem"

MARAVILHAS

As pirâmides do deserto?
Grãos de areia
que deram certo.

Wednesday, May 28, 2008

Capitão Francisco Espinosa

Não me ensinaram a sentir saudades
A não ter teu ossinho saltado para massagear
Não me ensinaram a sentir saudades
A não olhar para tua careca cor de rosa e indagar: por quê é cor de rosa a tua careca?
A não ouvir mais a velha história que eu achava que nunca ficaria velha
Não me ensinaram ou eu não quis aprender
Que a fruta cai do pé quando a semente amadurece
Que duas metades de uma laranja que ficaram 50 anos juntas não viveriam um ano separadas
Que o homem das mãos de caramujos na beira da praia ficaria para sempre estampado na memória da garota da saia crepom
Não me ensinaram a sentir saudades e sempre que eu tento o gosto do sal chega antes a minha boca.

Tuesday, May 20, 2008

QUEIXA

Minha queixa é o meu queixo.
Parece um queijo exótico com um furo
no meio,
A lua em sua fase minguante,
lembra o perfil de minha face,
com o queijo exótico cravado em seu semblante,
O furo é minha marca registrada.

Thursday, May 08, 2008

TAMANCO DE MADEIRA

O sapato da minha infância
Foi um tamanco de madeira
Com a cara de um gato estampada
nas suas tiras vermelhas

Meu tamanco era manco
Tinha gingado: um salto quebrado no pé esquerdo
Dava vida ao meu rebolado

Eu era tão criança e quando subia naquele tamanco me descobria tão adulta
Hoje, sou tão adulta e ainda sinto saudades do meu tamanco de infância.

Monday, December 03, 2007

Sarau Varal

Arte Gilian Gomes
No meu varal

Não há calcinhas
vestidos de seda
Ou, calças jeans

No meu varal

Há rosas
Cactus
Jasmins

Demônios
Vinhos
Querubins

Poesia
Pendurada
De cabeça
Para baixo



VARALSARAU

SARAUVARAL









Monday, October 22, 2007

PALHETA

Se eu fosse tua

Seria o teu

S E G R E D O

Viola entre os teus dedos

Seria o teu

B R I N Q U E D O

Viola entre os teus dedos

Se eu fosse tua

Seria S E G R E D O

nosso B R I N Q U E D O

V I O L A

entre os

D E D O S.

Sunday, October 21, 2007

Mulheres

A mulher nunca está só
Tem outra dentro dela
Que dança
Mãe, tia ou avó
Esse corpo
Balança
Pois é também
MULHER CRIANÇA
Delicada, forte e insegura
MULHER MADURA
Cor e alma
Feminina
Eis que surge
MULHER FELINA
Seu reflexo
Na moldura moderna
São mulheres
que inspiram
Outras mulheres
Afrodite
Maria
Madalena
Monalisa
Madonna
Elis
Regina
Espelho
De todas
NÓS

Wednesday, September 19, 2007

Água e sal
no teu olhar
é poesia
ao mar
ah, mar...
água e sal
AMAR!

Thursday, September 13, 2007

Entre o riso e a prata
o riso é ouro
Prata ao mar, piratas!
Hahahaha!!!
Estamos ricos, ou loucos?
O amor
é mudo
não faz
sentido
só os
sentidos
fazem
sentido
quando
estou
contigo

Wednesday, September 12, 2007

Tuesday, September 11, 2007

Monday, September 10, 2007

E L Á S T I C O O C O R P O
E L Á S T I C O O C O R A Ç Ã O

Friday, September 07, 2007

"A pele
é o
invólucro
da
alma"

Sunday, September 02, 2007

1º Haikai


Em meu coração

É primavera-verão

Batem trinta anos!

Monday, August 13, 2007

Tum Tum

A d i s t â n c i a
entre o
meu coração
e o teu
É o PULSO do
IMPULSO
De uma BATIDA
Que se perdeu

Tuesday, July 24, 2007

Pele

Tecido vivo,

desabrochar
dos sentidos,

pétala,
tela clara;

janela aberta
para a porta d´alma.

Thursday, July 19, 2007

Tradições

Erva na cuia
Água na erva
Bomba na água
Erva, água e bomba na cuia
Água na erva
Erva na cuia
Bomba na boca
Água, erva e bomba na boca
Erva na bomba
Ronco na cuia
Boca sem água
- Cadê, a térmica?
- Grita outra boca
- Agora, é minha vez!

Sunday, June 17, 2007

"Eu uso os números nos meus poemas
Transformando-os em letras
Consigo entendê-los melhor."

DEZOITO DO SEIS DE DOIS MIL E SETE

Sou TRÊS vezes mais esperta que a criança que fui aos DEZ
Sou DUAS vezes mais madura que a adolescente que fui aos QUINZE
Sou UMA mulher de TRINTA bem resolvida com a matemática da vida
Será que aos SESSENTA terei a mesma razão?

Tuesday, April 10, 2007

A Menina dos Olhos Azuis

Mais um anjinho chegou a porta do céu
Uma menina de olhos bem azuis
E cabelos cor de mel
Ela desliza com seus saltinhos pelas nuvens
Cantarolando em sua harpa e pedindo aos números que se curvem
Eles, os números, se curvam
Pois sabem quem acabou de chegar
Ela dominou-os a vida inteira
Mas, ao entrar em sua saleta vai logo avisando:
- Aqui, vim só para brincar!
E a menina das bolitas azuladas
Começa a tagarelar...
Conta para o número 1 como foi a sua vida, para o 2; com quantos anos se casou, para o 3; quantos netos teve, para o 4; quantos chocolate comera, para o 5; quantos anos ficara casada com o mesmo rapaz...
E assim segue contando que adora CONTAR...
E quando se dá conta
Os números estão todos em sua volta
A cirandar
AUCENY
Fecha os olhos
E sorri
Sorri linda
Sorri leve
Descansa em paz.

Wednesday, November 08, 2006

Conselho

Se sua mente é inquieta,
ESCREVA
Em sua alma deve haver
Algum poeta.

Tuesday, October 31, 2006

Amor declarado

Dormi com Vinicius
Sonhei com Moraes
Acordei pedindo:
Mais, mais,mais....

Monday, October 09, 2006

Lembranças

O pôr- do - sol no Guaíba
A bomba, a cuia, a erva, o chimarrão
No Parcão
Gasômetro
Ou, no Bric da Redenção
São retratos
Da minha Terra
Fatos
Guardados no coração
O sotaque é esquisito
Mas, BAH... é TRI BONITO!
E é por isso que eu grito
Faço barulho
Se me perguntam:
De onde você é?
Respondo: Gaúcha e com ORGULHO.

Monday, August 28, 2006

MOI

Eu me divido entre a teoria e a prática
Da poesia e a matemática
Porque sou
enigmática
Eu fico em cima do muro
Entre o agora e o futuro
Porque tenho medo
do escuro
Por trás dos meus olhos verdes mel
Escondo ainda inocente véu
Entre o inferno
e o céu
Pois a verdade é crua:
Eu sou mesmo duas
E de fases
como a lua!

Wednesday, June 21, 2006

QUASE 30

Nos meus aniversários passados
Não tinha sentido nada
Nem cosquinha, nem uma ruga sequer,
Esse é diferente; engraçado
Sinto-me contente
Mais MULHER
Não sei se foi a distância
Toda essa mudança
A saudade
A independência,
Maturidade; consciência
Não sei
De repente, um novo passo
Meu espaço
E uma certeza (numa vida de incertezas)
Eu me basto.

Sunday, March 19, 2006

ORKUT

Um mundo pré concebido
fica fácil julgar
Amor embutido não conhece os porquês
O melhor é teclar
Sempre e separados
Por telas de tv´s.

Friday, February 17, 2006

Poetizando....

Poetizar
Anjo na parede
Cantiga de Ninar
Mergulho no amanhecer
Seicho-no-ie
Cada letra, compasso
Uma rima, eu faço
outra rima, eu faço
outra rima, eu faço
outra rima, eu faço
Uma Poesia.

Tuesday, January 10, 2006

MÃE


Tem uma mulher em minha vida
que amo, venero
Se penso em sua ausência,
desespero

Uma rosa de ferro perfumada

Uma desenhista na madrugada

Ela é meu: saber, ler, amor, universo.....
meu único verso
Ela é minha: prosa, rima, harmonia....
minha única poesia

A mulher que eu tanto quis ser
Antes de crescer
não é única
Mas, é a minha
MÃE.








Thursday, December 29, 2005

Adeus pra você e pra 2005

Esta é a última sobre você
Vou dizer o porquê
Preciso te deixar guardado
Não morto e enterrado, pois você não está
Quieto, no passado
Como tantas outras coisas
Preciso fechar dois mil e cinco
Abrir um bom vinho tinto
Comemorar
Uma nova cidade
Um novo emprego, novos amigos...
Uma onda de possibilidades
surgindo
Promessas...
Um novo idioma
Um novo amor
Uma visita a Roma
Outra a Salvador
Seja o que for
Que venha dois mil e seis
E comece tudo outra vez!

Tuesday, December 27, 2005

Sair de casa

Mudar de cidade é mais ou menos como trocar de namorado
Você pena pra se adaptar, não pára de comparar
Fica querendo voltar
Aí, o reencontro acontece
O tira-teima aparece
Você valoriza sua nova vida
Sente saudade da antiga
Mas, uma saudade no passado
Como o antigo namorado
Tudo de novo que você está construindo
Começa a ter significado
Tudo é tão lindo
Que se der algo errado, ao contrário do antigo namorado,
Para casa, é só voltar
Para nossa segurança, salvo algumas poucas mudanças,
Está quase sempre tudo igual,
Não faz mal
A mudança foi na gente
Ficamos um pouco mais experientes!

Sunday, September 25, 2005

As mulheres em mim

Eu mulher praiana
Ouvinte de Hip hop, Rap e Ben Harper
Te procurei na praia, na areia, no mar, surfando entre sereias

Eu mulher urbana
Leitora de Kotler, Tofler e Porter
Te procurei nas baladas, no trânsito, virando a madrugada, empinando umas e outras no meio da mulherada

Eu mulher profana
Por homens apaixonada
Te procurei em outros braços
Abraços
Em outros beijos
Desejos
Em outras noites
Pernoites...
Mas aí, caí em mim

Mulher romântica
Fâ de Drummond, Quintana e Pessoa
E parei de te procurar

E sabe o que eu encontrei?

UMA MULHER MADURA.

Friday, September 23, 2005

Sentimentalismo

"Nestes dois meses de São Paulo
Já chorei uma cachoeira de lágrimas
De saudades de Porto Alegre."

Friday, August 26, 2005

SAMPA

A cidade cai em mim
Assim como a noite
Cai assim
Cai céu, cai estrela, cai luar
Cai SAMPA
De selva, de pedra, de cinza, de gente
Assim como a gente
De todo lugar
A cidade gigante
Não pode esperar
Não pára, não morre
Ao contrário, corre
Convidando-nos a entrar
Você escolhe o meio
Tem para todos os gostos
Do sofisticado ao mais feio
Já conheci todos: ônibus, metrô, carro, trem, avião
Importante é não perder
a estação
Aqui tudo acontece
Poesia,arte,cinema,luxo, lixo,boemia
E tudo aparece
Como descrever São Paulo?
Centro Industrial ou
Paraíso natural?
É incrível...
Mas, alguma coisa acontece no meu coração
E ainda nem cruzei a Ipiranga com Av. São João!

Thursday, July 21, 2005

Um amor de VERDADE

Brinco com as palavras
Porque cresci
Não tenho mais com quem brincar
Minhas bonecas joguei fora
Cansei de brincar de amar
Quero um amor de verdade
Que me faça as pernas tremer, sentir frio na barriga e sal na boca
Sem vaidade, ou medo de se arrepender
Quero um amor de verdade
Que me invada, me arda, seja cheio como a lua em seus dias cheios e me ilumine!
Quero um amor de verdade
Com beijos sangrentos, desejos violentos e sexo, muito sexo arredio
Quero um amor de verdade
Que diga a verdade, a verdade dura, a que dói, a que faz a gente crescer
Um amor sadio
Eu quero um amor
Que depois de toda esta explosão de sentimentos
Acabe em casamento
Um amor de verdade
Que depois de 1, 2, 15, 20 anos
Tenha amizade
E com 50 anos ainda muita cumplicidade.
Será pedir demais?
Eu acredito em amores de verdade, apesar de não acreditar em papai noel.

Thursday, June 16, 2005

A Saudade que eu sinto

A saudade que eu sinto
Sufoca, arde, dói
Tanto que não minto
Queria saber
Se essa coisa engasgada que pra mim ficou
Entalada no meio da goela feito moela
que nem com água desce...
Essa coisa
Para você também acontece?
A saudade que eu sinto
Machuca, mistura, corrói
Não minto
A saudade é como aquela galinha do tempo que vive em cima da geladeira: quando você pensa em esquecê-la, o tempo muda e a galinha fica rosa ou azul pra te lembrar que a saudade existe.

Sunday, May 29, 2005

I Know


Eu sei

Você sabe da verdade

Eu sei também

Você sabe

Não sou perfeita

Me conhece,

Torta, desfigurada

Chorando, com a cara amassada

Conhece meu eu,

Sem máscaras, fingimentos

ternura e sofrimentos

Eu queria que entre a gente

Tivesse sido tudo diferente

Toda a história

Brigas, infantilidades

Dito x não dito

Confusões x amizade

Eu sei

Você sabe

A verdade

É a que eu não falei.

Monday, May 23, 2005

BREVE ANÁLISE DE MIM AO MUNDO

Penso que penso, logo existo
É o lema do geminiano
Por isso persisto
Neste mar de marcianos
Denominado porão
O porão de minha mente
Chamada por uns de: ilusória
Por mim: demente ocasião provisória
Pois muda a todo instante
Passeia por Urano, Marte, Terra
Fica num extremo constante
Entre o amor e a guerra
Me fortifica, me ensina, me fala de tudo
Depois me trai
Absurdo!
Tudo que penso ser certo
De repente, se torna errado
O mar fechado vira aberto
Continentes pacíficos abrem fogo cerrado
Contra bandos de inocentes
Que nem sabem o que se passa
Assistem a tudo, os dementes
E ainda acham graça
Só em um momento ficam fortes
E se tornam solidários
O encontro com a morte
Faz contrariados os contrários
Ver isso vale à pena
Pois se não fossem tais mudanças
Sentiria - me pequena
Neste mundo de injustiças, porém cheio de esperanças !

NADADORES DE OCASIÃO

Óculos, touca
Raia, pódio, calção
Instrumentos de ponta
Da gaveta de um campeão
Nadadores inveterados,
Soldados marchãs
Persistentes apaixonados
Da vida pagã
Defensores de um país sedente
De estilos e precisão
Nadando contra corrente
Por pura diversão
Em piscinas vazias
De sonhos e fantasias
Somos todos coitados,
Nadadores de ocasião.

Tuesday, April 05, 2005

DESTINO

Destino, menino
T R A V E S S O
Com ele, não brinco
O B E D E Ç O
Sigo, seu compasso
No íntimo, sei
Seu primo, o livre arbítrio
Que dizem todos
existir
Pra mim, não passa
De um
M O L E Q U E
S E M G R A Ç A
Fazendo
P I R R A Ç A
Com nosso
IR e VIR
Está tudo traçado
Neste emaranhado
Chamado
U N I V E R S O
Uma única coisa peço (de coração):
"Seja lá o que me esteja guardado....
não seja em vão!"

Sunday, March 20, 2005

EU

Sou assim
Meio, começo e fim
Inquieta, discreta
Meio Afrodite, por vezes, Brigite
Sou eu
Sem eira, nem beira
Sem frescuras, sem besteiras
Ai de mim . . .
Que sou assim
Meio rosa, meio espinho
Meio prosa e meio anjinho
Ser assim . . .
Será bom ?
Será ruim ?
SERAFIM.

Monday, February 21, 2005

A DANÇA DAS PALAVRAS

Quem colocou estas palavras em minha boca ?
Elas não estavam aí !
Não assim, desse jeito desordenado, bagunçado
Com que foram saíndo, e ferindo
E fazendo com que eu dissesse o que não queria,
o que não gostava
Palavras doentias
Essas que por minhas tomavas
Mas, explico - me:
Não tive culpa
Não as escolhi, desculpa.
A culpa é das palavras que a ti referi.

PUBLICIDADE

Publicidade é uma coisa louca
Por vezes nos dá tapa na cara
Por vezes nos beija a boca
Poesia rara
É admirada
Vício, quando executada
Enganosa !
Por muitos insultada
Ela ri e prosa
Como se não houvesse nada
Se atira sobre nós
E como um porta - voz
Nos diz o que vestir
O que comer
Aonde ir
Mas mesmo assim
Eu continuo
Por ela apaixonada

Saturday, February 12, 2005

INEXPLICÁVEL

Surgem esfinges no meio do gelo !
Existe abundância de água no deserto !
Nesse mundo
O amor é esperto
Muda elementos de lugar
Deixa o azul, rosa
E o rosa, vermelho
Faz tudo melhorar
Faz chover no nordeste
O sol se por no leste
Deixa a vida contrariar
O mundo grande
Fica pequeno
Coração duro
Fica sereno
Pirilampos trovejam lágrimas de chuvas cor de arco-íris

AMOR NOSSO

Esse nosso amor
É
amor nosso
Não pouco, mas
louco
Não sentimental, mas passional
Meio Tristão e Isolda
Paixão louca, louca
Dessas de dar
nó na garganta
E
mover continentes
Paixão tanta, tanta
De ranger os dentes
Mistura de sentimentos
Tormentos, tormentos
Paz, luz, explosão
Cansaço, passos, tesão
Paixão, paixão . . .

Thursday, February 10, 2005

JUST DRUGS

Tem horas
Que eu queria
Fumar um bombão
Cheirar pó
Tomar todas
de uma vez só
Sair por aí bem doidona, anestesiada
Para não sentir nada
Mas, tem algo
No meu instinto que me segura
Me entorpeço no meio das palavras
Pedindo mais uma tragada desta rima
Uma inspirada daquele verso
Uma dose de outro poema
E quando vejo estou muito, muito, muito louca
Viajando no meio de tanta droga escrita.

Wednesday, February 09, 2005

CRIME SOCIAL

Crianças nas esquinas
Crimes nas ruas
Nas pontes esperanças
Testemunhadas pela lua

Culpa de quem ?
De quem é a culpa ?
Culpado não tem
Para esta situação absurda

Foi assim no início
Será no fim
Ossos do ofício ?

Quem sabe a culpada seja a ideologia
Deste circo armado por aqueles que se dizem os tais
Será justo culpar o capitalismo
Ou nossos ancestrais ?

Justo seria tomarmos atitudes
Para transformarmos estas tristes virtudes
Em fatos ocorridos há muito tempo atrás.

BARRINHA

Ah . . . mar . . .
Contai - me todos os teus segredos
Desvendai meus medos
E ensinai - me
A amar
Deixai que meus cachos mergulhem em tuas ondas
Que meus cabelos pertençam à tua areia
Ah . . . mar . . .
Tornai - me sereia
E um pouco dona deste lugar

Monday, February 07, 2005

TREM DA VIDA

Corra, pinte e borde
A C O R D E !
A vida é dura assim mesmo
É linda mesmo sendo assim
Não fique parado
Não chegue atrasado
Seu trem pode passar
Você tem que embarcar
Na aventura
A vida é assim :
D U R A !
E é linda mesmo sendo assim.

Morte a quem nos faz sofrer

Te enterro aqui
Nesta natureza exuberante
Nos morros gritantes das muralhas de meu
coração
Te enterro sem compaixão
Porque me fizeste sofrer
Porque te deixei ver minha
alma
Porque foste bandido
Me mentiste, atiraste pedras, cacos de vidros; desilusões
Como se atira para matar em um inimigo
Te enterro, meu amor
Enterro os
sentimentos
As promessas; palavras ao vento
As loucuras; desejos sangrentos
Os desejos; beijos violentos
Ruínas da imperfeição
Tudo; perda de tempo
Te enterro sem dó
Sem compostura
E sigo só
Procurando a
cura
Pelas estradas ainda não percorridas
Buscando a energia perdida
das praias desertas
Sigo procurando meu amor, minha vida;
a pessoa certa
Nosso amor . . .
Enterro na aura do arcanjo Miguel
Enterro na fantasia,
no céu
Para deixar a terra em paz
Pronta para uma nova alegria
Para de novo um dia
Fertilizar tudo que um
novo amor traz.

*ANGUS


No cheiro do Jasmim
Nos misturamos
Na praia; estrelas, cometas, querubins
Nos misturamos
Nos bares, no trabalho, no olhar
Nos misturamos
No almoço, no jantar; no jeito de andar
Nos misturamos
Minhas, tuas coisas
Tuas, minhas coisas
Tudo misturado
Infiltrado
Exagerado
Me ajuda a separar (pois sozinha não consigo)
O que a vida fez questão de misturar
Não é química, onde a densidade separa os líquidos
Não é física, onde a velocidade muda tudo
No nosso caso, não
Tudo é absurdo!
A velocidade, a densidade e a intensidade
Foram misturadas,
Foram constantes e, eu,
Em nenhum instante
Consigo separar
O que a vida faz questão de misturar
O que a vida fez questão de misturar

* Dedicada para uma pessoa que foi muito especial

Thursday, February 03, 2005

ENSAIO

Sou de Fases
Como todo mundo
ou,
Quase!

QUADRA

A descoberta do fogo
Fez milagres
Transformou primatas
em astronautas
E Deuses,
em Padres.

MUNDO NOVO

As novas tecnologias invadem nossas vidas
Trazendo informações infinitas
E mudanças radicais
As novidades são muitas
Na era dos sistemas digitais
Tudo muda, a todo instante
Agora somos gigantes
Mutantes culturais
Isto é novo, isto é mágico
Trágico
Somos os anões
Desta era
De futuras gerações

Quinta

Eu bem podia
Guardar rancor
Mas, se carrego poesia
Porque preferir a dor ?

Prefiro guardar amor

Tuesday, February 01, 2005

VOCÊ MESMO

Não pire
RESPIRE
Fundo
Abrace o mundo
Seja franco, forte, sincero;
PROFUNDO
Seja Eterno,
Seja motivo,
Nem muito, nem tanto
Mas sempre,
VIVO
Seja chama
Que acende, apaga
INFLAMA
Nem breve, nem farto
Seja febre e tato,
Seja tudo que importe
MENOS morte,
Perfume, sentimento,
Ciúme, Vento,
Seja o que for....
Desde que seja você mesmo

Desde que seja com AMOR.