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Tuesday, September 25, 2012
Saturday, July 28, 2012
Da janela
Olho a rua
Passa
gente
Passa
dia
Passa
lua
Passa
mês
Passa
ano
Passa
até
poesia
Você,
Não.
Wednesday, May 02, 2012
Tuesday, May 01, 2012
de uma certa ilha
Avistei um horizonte inteiro do leme daquele barco:
viagens, filhos, churrasqueira e um deck com piscina
Foi mais que uma chama, um choro, um quadro, uma colcha, ou um secador...
Mais que uma simples paixão
Foi querosene, gasolina
água turva, neblina...
Expectativas
Foi...
AMOR
Nós olhamos o futuro
Esquecemos o presente
Perdemos os dois:
Tu, o BARCO
Eu, o RUMO.
viagens, filhos, churrasqueira e um deck com piscina
Foi mais que uma chama, um choro, um quadro, uma colcha, ou um secador...
Mais que uma simples paixão
Foi querosene, gasolina
água turva, neblina...
Expectativas
Foi...
AMOR
Nós olhamos o futuro
Esquecemos o presente
Perdemos os dois:
Tu, o BARCO
Eu, o RUMO.
Thursday, September 08, 2011
da cia do travesseiro
Em chamas,
o choro baixinho
molha a seda
sobre o travesseiro da dama.
a vela derrama
monumentos de cera
sobre a cabeceira da cama.
No escuro,monumentos de cera
sobre a cabeceira da cama.
o choro baixinho
molha a seda
sobre o travesseiro da dama.
Monday, August 01, 2011
do verso perdido
E assim amanhece
outro dia
Outra manhã que esconde
e a tarde que não revela...
Quando e onde tranquei sem as chaves?
Procuro até o entardecer
Reviro memórias, discos antigos, dvd's
Canso
E assim anoiteço
Encontro em outras vozes e
só em sonhos
ela
nitidamente aparece
Assim em mim acontece
a poesia.
outro dia
Outra manhã que esconde
e a tarde que não revela...
Quando e onde tranquei sem as chaves?
Procuro até o entardecer
Reviro memórias, discos antigos, dvd's
Canso
E assim anoiteço
Encontro em outras vozes e
só em sonhos
ela
nitidamente aparece
Assim em mim acontece
a poesia.
Thursday, July 14, 2011
do presente
Te quero só hoje e nenhum outro dia porque
é o tempo presente que nos pertence.
é o tempo presente que nos pertence.
Hoje sou tua.
Hoje és meu.
Hoje és meu.
Se amanhã, me perguntares o que sinto por ti.
Responderei o mesmo que te disse ontem:
Hoje, te amo sempre.
Hoje, te amo sempre.
Wednesday, May 04, 2011
do silêncio
O silêncio com sua voz adocicada
grita em alto e bom tom
o que a linguagem
não consegue traduzir em som
Ele nos aperta o peito
com palavras mudas
e rimas um tanto quanto absurdas
Sem nenhum direito
permanece ali
CALADO
Como se nada houvesse
PASSADO.
grita em alto e bom tom
o que a linguagem
não consegue traduzir em som
Ele nos aperta o peito
com palavras mudas
e rimas um tanto quanto absurdas
Sem nenhum direito
permanece ali
CALADO
Como se nada houvesse
PASSADO.
Thursday, March 17, 2011
da pertença
Meu endereço é
uma usina, o cais, o porto, o rio
amor em desvario
Moro onde
a alma não se esconde
Quintana, Meireles, Drummond
Pessoa, Leminsky, Poe
Meu destino é
mato, praia, dia, lua, mar
ou qualquer lugar
onde
a poesia seja
AR.
uma usina, o cais, o porto, o rio
amor em desvario
Moro onde
a alma não se esconde
Quintana, Meireles, Drummond
Pessoa, Leminsky, Poe
Meu destino é
mato, praia, dia, lua, mar
ou qualquer lugar
onde
a poesia seja
AR.
Tuesday, March 08, 2011
da apreensão
De repente
a vida mudou rumos de lugar
o que tínhamos escorreu-me pelas mãos
o teu cheiro não encontro pelo ar
eu tento
fecho os olhos
respirar
mas, lá fora a brisa queima
meu corpo com outras mãos
eu fujo para não te encontrar
eu temo o que possa acontecer
amor,
eu fecho os olhos
tento relaxar
lá fora, há outros destinos
eu temo o que possa acontecer
eu temo, de repente:
A M O R
a vida mudou rumos de lugar
o que tínhamos escorreu-me pelas mãos
o teu cheiro não encontro pelo ar
eu tento
fecho os olhos
respirar
mas, lá fora a brisa queima
meu corpo com outras mãos
eu fujo para não te encontrar
eu temo o que possa acontecer
amor,
eu fecho os olhos
tento relaxar
lá fora, há outros destinos
eu temo o que possa acontecer
eu temo, de repente:
A M O R
Monday, February 28, 2011
dos anseios
A boca sem o teu gosto
sente
o peito bater
dormente
os olhos piscam
saudade
o corpo anseia
novidade.
sente
o peito bater
dormente
os olhos piscam
saudade
o corpo anseia
novidade.
Saturday, February 19, 2011
Plástica ou plástico?
Mágico mundo
este da plástica e dos espelhos
Na forma e na imagem,
põe em ordem tudo que pode ser arrumado
Miragem aos olhos desavisados,
ávidos por conteúdo e significado
Mas a verdade,
côncava,
está lá, refletida em algum lugar:
raso, cuidado!
Não mergulhar.
este da plástica e dos espelhos
Na forma e na imagem,
põe em ordem tudo que pode ser arrumado
Miragem aos olhos desavisados,
ávidos por conteúdo e significado
Mas a verdade,
côncava,
está lá, refletida em algum lugar:
raso, cuidado!
Não mergulhar.
Thursday, February 17, 2011
do tempo
O tempo vai me assim
Escorrendo pelas mãos
Trinta segundos
Sessenta minutos
Três semanas ou nove meses
Que números são, senão,
batidas subtraídas de meu coração?
Escorrendo pelas mãos
Trinta segundos
Sessenta minutos
Três semanas ou nove meses
Que números são, senão,
batidas subtraídas de meu coração?
Sunday, February 06, 2011
Lembrar é preciso para esquecer
Eu não vou te procurar embaixo de outros lençois,
nem no suor de outros corpos,
ou, entre outros gozos.
Como assombração,
você vai aparecer.
Num gesto, num cálice de vinho, numa palavra,
ou num Chico, tocando ao fundo.
Quando isso acontecer, eu vou olhar e sorrir
o sorriso mais doce que havia guardado para você.
Pois é preciso lembrar do que fui,
para esquecer.
nem no suor de outros corpos,
ou, entre outros gozos.
Como assombração,
você vai aparecer.
Num gesto, num cálice de vinho, numa palavra,
ou num Chico, tocando ao fundo.
Quando isso acontecer, eu vou olhar e sorrir
o sorriso mais doce que havia guardado para você.
Pois é preciso lembrar do que fui,
para esquecer.
Thursday, January 20, 2011
da paixão
Tropecei no sino que bate em meu peito
Caí em seu ritmo vibrante
dancei
Inebriada pela sensação de estar flutuando
dancei
Eu dançaria eternamente a mesma música,
mas por algum motivo ela parou
DANCEI
Meu coração quis pular pela garganta, depois pelo umbigo e agora ficou assim: inconstante.
Me sinto estranha tentando ouvi-lo.
Sou eu que não quero tropeçar em seu ritmo novamente?
O tempo dirá.
Por enquanto, quero dançar sozinha.
Caí em seu ritmo vibrante
dancei
Inebriada pela sensação de estar flutuando
dancei
Eu dançaria eternamente a mesma música,
mas por algum motivo ela parou
DANCEI
Meu coração quis pular pela garganta, depois pelo umbigo e agora ficou assim: inconstante.
Me sinto estranha tentando ouvi-lo.
Sou eu que não quero tropeçar em seu ritmo novamente?
O tempo dirá.
Por enquanto, quero dançar sozinha.
Thursday, December 23, 2010
da separação
Tuas palavras entraram em meu peito como navalha,
cortando a carne desnuda em mil pedaços.
A lágrima que corre da minha face tocando o chão,
é música para os meus ouvidos.
Embala
o meu corpo,
Equilibra
minha alma,
Acalma
meu coração.
cortando a carne desnuda em mil pedaços.
A lágrima que corre da minha face tocando o chão,
é música para os meus ouvidos.
Embala
o meu corpo,
Equilibra
minha alma,
Acalma
meu coração.
Thursday, December 09, 2010
contigo
O meu mundo contigo é inteiro quando
a gente conversa, brinca, namora
a gente se cansa, briga, chora
sente saudades, reata, se adora.
O meu mundo contigo gira quando
a gente se estranha
se beija, se ama
a gente se olha.
O meu mundo contigo é obra de arte
inusitada,
poesia não acabada.
Tempero, cozinha, sal, pimenta e alecrim.
Um céu desenhado com palavras estranhas.
Filosofia.
O meu mundo não é mais MEU.
a gente conversa, brinca, namora
a gente se cansa, briga, chora
sente saudades, reata, se adora.
O meu mundo contigo gira quando
a gente se estranha
se beija, se ama
a gente se olha.
O meu mundo contigo é obra de arte
inusitada,
poesia não acabada.
Tempero, cozinha, sal, pimenta e alecrim.
Um céu desenhado com palavras estranhas.
Filosofia.
O meu mundo não é mais MEU.
Wednesday, July 28, 2010
dos vazios
É um exercício lidar com os vazios.
O vazio do travesseiro, da mesa, do cinema e do chuveiro.
O vazio do umbigo, do tato, do paladar, dos ouvidos e do olfato.
Dos olhos, da saliva e do peito.
Das horas e da poesia.
O vazio do espelho.
O vazio do travesseiro, da mesa, do cinema e do chuveiro.
O vazio do umbigo, do tato, do paladar, dos ouvidos e do olfato.
Dos olhos, da saliva e do peito.
Das horas e da poesia.
O vazio do espelho.
Thursday, April 15, 2010
Autoretrato
Se eu não fosse terra, ar, gêmeos, gente;
Seria pudim de leite.
Se eu não fosse vaidosa, irriquieta e irritada;
Seria cocada
Se não fosse curiosa, xereta e desengonçada;
Queijo com goiabada
Se eu fosse um doce;
Seria meio amargo.
Seria pudim de leite.
Se eu não fosse vaidosa, irriquieta e irritada;
Seria cocada
Se não fosse curiosa, xereta e desengonçada;
Queijo com goiabada
Se eu fosse um doce;
Seria meio amargo.
Wednesday, March 31, 2010
Mente só
Minha mente faísca e habita o infinito dos porquêsDevora como traças não livros, nem roupas, mas possibilidades impossíveis de acontecerMinha mente cria gente, desfaz fantasmas, desafia a ficçãoEstou lá escravizada cantando com Freud e Jung: "La vie en Rose"Na sua imensidão, se ela beira ou cheira a loucura, não seiMinha mente é solidão.
Wednesday, March 24, 2010
E SE?
SE a gente se cruzasse
SE você me procurasse
SE o gozo acontecesse
SE ninguém comentasse
SERIA UM CASO SÉRIO.
SE você me procurasse
SE o gozo acontecesse
SE ninguém comentasse
SERIA UM CASO SÉRIO.
Monday, November 23, 2009
Desejos Pendurados
Meus natais tinham uma árvore gigante
Com espelhos coloridos que refletiam os desejos nela pendurados
Certa vez, olhei para um destes espelhos e vi a face de uma criança loira com cabelos cacheados
Ali, seu rosto estava vermelho
Quando olhei para outro espelho, seu rosto estava dourado
Mais um espelho e vi a ceia, os presentes e o menino Jesus todo verde em um presépio iluminado
Vi a àrvore, a casa, as coisas e as pessoas num tom vermelho avibrantado
Depois, vi a àrvore, a casa, as coisas e as pessoas mudarem de lugar, de estação e de cor
De verde para rosa, de rosa para branco e de branco para um cinza prateado
Vi nos espelhos, lá atrás dos óculos, o cabelo loiro cacheado da criança que se admirava com o reflexo das coisas que não entendia
As coisas que hoje são o seu reflexo.
Com espelhos coloridos que refletiam os desejos nela pendurados
Certa vez, olhei para um destes espelhos e vi a face de uma criança loira com cabelos cacheados
Ali, seu rosto estava vermelho
Quando olhei para outro espelho, seu rosto estava dourado
Mais um espelho e vi a ceia, os presentes e o menino Jesus todo verde em um presépio iluminado
Vi a àrvore, a casa, as coisas e as pessoas num tom vermelho avibrantado
Depois, vi a àrvore, a casa, as coisas e as pessoas mudarem de lugar, de estação e de cor
De verde para rosa, de rosa para branco e de branco para um cinza prateado
Vi nos espelhos, lá atrás dos óculos, o cabelo loiro cacheado da criança que se admirava com o reflexo das coisas que não entendia
As coisas que hoje são o seu reflexo.
Tuesday, August 11, 2009
da poesia
Friday, July 24, 2009
INSTALAÇÃO
Um dedo na boca, um olho no mar e o doce de morango
sujando o verde da poltrona.
3 crianças, seus avós
e um jardim bem cuidado.
17 anos de natação, 19 medalhas
e apenas o não do maiô azul registrado.
Melhores amigas, sorrisos, santos, espirítos, recados
e recortes de jornal.
Assim é a vida: costurada e pendurada com mil alfinetes em meu mural.
sujando o verde da poltrona.
3 crianças, seus avós
e um jardim bem cuidado.
17 anos de natação, 19 medalhas
e apenas o não do maiô azul registrado.
Melhores amigas, sorrisos, santos, espirítos, recados
e recortes de jornal.
Assim é a vida: costurada e pendurada com mil alfinetes em meu mural.
Thursday, May 21, 2009
MARCAS
Como a chuva que cai do céu na primavera ausente,
As folhas como lágrimas, em meu rosto vão.
Não são verdes, nem vermelhas, cinzas, ou secas.
As folhas do meu rosto,
amarelas, são.
http://www.poemadia.blogspot.com/
As folhas como lágrimas, em meu rosto vão.
Não são verdes, nem vermelhas, cinzas, ou secas.
As folhas do meu rosto,
amarelas, são.
http://www.poemadia.blogspot.com/
Wednesday, May 20, 2009
Black Out
Da sua boca saíam borboletras
Descobrindo o céu
azul escuro noite
Transformando a madrugada
rosa vinho mel
Invadindo meus sentidos
Brancos, perdidos?
Black out!
Seu hálito cheirava a poesia.
Descobrindo o céu
azul escuro noite
Transformando a madrugada
rosa vinho mel
Invadindo meus sentidos
Brancos, perdidos?
Black out!
Seu hálito cheirava a poesia.
Wednesday, April 22, 2009
Passado
Você passou de carro na rua por mim e eu te vi, mas fingi não vê-lo.
Passou de novo. Eu te vi. Fingi não vê-lo.
Passou mais uma vez, e eu atendi o telefone
para não gritar teu nome.
EU ME SEGUREI NO PRESENTE.
Você, passou.
Passou de novo. Eu te vi. Fingi não vê-lo.
Passou mais uma vez, e eu atendi o telefone
para não gritar teu nome.
EU ME SEGUREI NO PRESENTE.
Você, passou.
Tentativas
Tentei, inspirei, transpirei e saiu um poema!
Tá lá, publicado no poemadia (www.poemadia.blogspot.com)
Hoje é o dia de vocês postarem seus comentários!
Bjo, Lúcia Gorini
Tá lá, publicado no poemadia (www.poemadia.blogspot.com)
Hoje é o dia de vocês postarem seus comentários!
Bjo, Lúcia Gorini
Saturday, March 21, 2009
Castelo de Poesia
Construo meu castelo,
(interno)
Com paredes de poesia.
A poeira que vem da rua,
(interno)
Com paredes de poesia.
A poeira que vem da rua,
(flutua)
Mas, não vai para baixo do tapete.
Fica do lado de fora enfeitando meus orixás.
Fica do lado de fora enfeitando meus orixás.
Sunday, March 08, 2009
A FALA
Envelopou as palavras num papel couché colorido,
como quem guarda todos os sentidos no ouvido.
Selou duas vezes o instinto,
o grito.
E ,aos poucos, se transformou em alguma coisa
que não podia ser enviada pelos correios.
como quem guarda todos os sentidos no ouvido.
Selou duas vezes o instinto,
o grito.
E ,aos poucos, se transformou em alguma coisa
que não podia ser enviada pelos correios.
Monday, March 02, 2009
AVESSO
O avesso é duro, desconfiado e paranóico.
Anda de salto alto
para esconder as marcas das sandálias de tiras.
Tiras de batatas fritas
que não combinam com o manjericão do quintal.
Nem com as conchas à beira mar.
O avesso é estóico.
Aprisiona a voz na garganta
e os sentimentos no umbigo.
Mas, o avesso tem o lado positivo.
É o seu AVESSO.
Anda de salto alto
para esconder as marcas das sandálias de tiras.
Tiras de batatas fritas
que não combinam com o manjericão do quintal.
Nem com as conchas à beira mar.
O avesso é estóico.
Aprisiona a voz na garganta
e os sentimentos no umbigo.
Mas, o avesso tem o lado positivo.
É o seu AVESSO.
Thursday, February 26, 2009
Ritual
O odor na tua boca da carne crua,
perfuma meus instintos de loba.
Afio os dentes e as garras para te soltar em meu corpo, beber os teus olhos, sangrar em teu rosto e uivar para a lua.
perfuma meus instintos de loba.
Afio os dentes e as garras para te soltar em meu corpo, beber os teus olhos, sangrar em teu rosto e uivar para a lua.
Tuesday, February 24, 2009
Alma das Coisas
Arte Gilian Gomes O guerreiro morreu.
Ao contrário dos índios, não comi sua carne.
Juntei sua lança e a pendurei na parede.
Não fiquei mais bela, mais forte, ou mais sábia.
Fiquei mais lança.
Este poema faz parte do projeto Poema Dia.
Cada dia do mês, dois poetas postam seus poemas no blog http://www.poemadia.blogspot.com/
O meu é todo dia 22! Clique lá e confira! Divulgue para os seus amigos também!
Ao contrário dos índios, não comi sua carne.
Juntei sua lança e a pendurei na parede.
Não fiquei mais bela, mais forte, ou mais sábia.
Fiquei mais lança.
Este poema faz parte do projeto Poema Dia.
Cada dia do mês, dois poetas postam seus poemas no blog http://www.poemadia.blogspot.com/
O meu é todo dia 22! Clique lá e confira! Divulgue para os seus amigos também!
Tuesday, February 17, 2009
Maturidade
Pequena, contava os dias para o Carnaval.
Lycras, tules coloridos e rosas roubadas de jardins vizinhos,
bailavam comigo noite afora.
Me via Rapunzel, Sherazade ou a Princesa
que seria salva por um príncipe.
Naquela época, não sabia que o carnaval acontece todos os dias.
É só escolher que máscara usar.
Lycras, tules coloridos e rosas roubadas de jardins vizinhos,
bailavam comigo noite afora.
Me via Rapunzel, Sherazade ou a Princesa
que seria salva por um príncipe.
Naquela época, não sabia que o carnaval acontece todos os dias.
É só escolher que máscara usar.
Sunday, November 09, 2008
Estrela Bailarina
Wednesday, November 05, 2008
Frutas Estrelas - Carambolas!!!
Carambolas!
Frutas estrelas caíram do céu no outono.
Carambolas!
Frutas estrelas andaram pela cidade, perfumando a primavera.
Carambolas!
E, no verão, Carambolas!
Frutas estrelas se dividiram e voltaram aos céus.
Frutas estrelas caíram do céu no outono.
Carambolas!
Frutas estrelas andaram pela cidade, perfumando a primavera.
Carambolas!
E, no verão, Carambolas!
Frutas estrelas se dividiram e voltaram aos céus.
Saturday, September 27, 2008
Acaso
Não se escolhe ser poeta,
o espanto acontece na ausência presente.
Nas testas franzidas, pele sem rugas,
o espanto acontece na ausência presente.
Nas testas franzidas, pele sem rugas,
no apelo dos olhos, a revolta do umbigo.
Tuesday, July 29, 2008
Paixão
Ouvi no assobio do vento um recital,
A alma das palavras estava lá: emaranhada em fios verdes, dançando em cristais coloridos.
Quando tentei desviar do devaneio sonoro, meu peito sangrava.
A alma das palavras estava lá: emaranhada em fios verdes, dançando em cristais coloridos.
Quando tentei desviar do devaneio sonoro, meu peito sangrava.
Monday, July 28, 2008
Alma Feminina
Canso-me da base, do pó, do blush, do rímel e do batom
Dos cabelos escovados até nos dias de febre
De não ser forte para esconder a fragilidade de um cruzar de pernas entrelaçadas
Das botas, do salto alto, da cinta-liga e dos fetiches
O objeto me cansa
A alma (devaneia, faz rima) descansa.
Dos cabelos escovados até nos dias de febre
De não ser forte para esconder a fragilidade de um cruzar de pernas entrelaçadas
Das botas, do salto alto, da cinta-liga e dos fetiches
O objeto me cansa
A alma (devaneia, faz rima) descansa.
Tuesday, July 01, 2008
Poesia sobre a lembrança
"Se apenas um pote de ambrosia me restasse
Não seria qualquer pote de ambrosia.
Seria aquele com os ovos das galinhas lá de fora,
gemas tão amarelas que deixavam os flocos brilhando como vaga-lumes
Aquele que ficava pendurado como um lampião à meia luz,
adocicando o ar, na última prateleira do armário, que eu nunca alcançava.
O gosto amargo do pote de ambrosia
é tão doce que hoje me enjoa."
Não seria qualquer pote de ambrosia.
Seria aquele com os ovos das galinhas lá de fora,
gemas tão amarelas que deixavam os flocos brilhando como vaga-lumes
Aquele que ficava pendurado como um lampião à meia luz,
adocicando o ar, na última prateleira do armário, que eu nunca alcançava.
O gosto amargo do pote de ambrosia
é tão doce que hoje me enjoa."
Este post é resultado dos exercícios propostos nas aulas da Oficina de Poesia do poeta e escritor Fabrício Carpinejar, da qual faço parte. Mesmo não acreditando em regras para que uma pessoa se torne poeta, decidi conhecer as regras primeiro para depois poder criar as minhas próprias. "Segundo Maiakovski, chama-se poeta justamente o homem (ou mulher) que cria estas regras poéticas."
Monday, June 23, 2008
O quadro
O quadro mudou com a casa
Saiu de casa
Ficou pendurado no aquário
Morou no armário
Cresceu com a família
Só depois achou o seu lugar
Nina ama o quadro que estava na casa da avó.
Saiu de casa
Ficou pendurado no aquário
Morou no armário
Cresceu com a família
Só depois achou o seu lugar
Nina ama o quadro que estava na casa da avó.
A Casa
Uma porta aberta no porão
As paredes, o tablado, as fotografias e as àrvores
Tudo cinza agora
Mas, na cozinha ouço crianças brincando
de bilboquê
E o cheiro da moranga caramelada inunda o ar
com tons quase maduros
As paredes, o tablado, as fotografias e as àrvores
Tudo cinza agora
Mas, na cozinha ouço crianças brincando
de bilboquê
E o cheiro da moranga caramelada inunda o ar
com tons quase maduros
Thursday, May 29, 2008
Wednesday, May 28, 2008
Capitão Francisco Espinosa
Não me ensinaram a sentir saudades
A não ter teu ossinho saltado para massagear
Não me ensinaram a sentir saudades
A não olhar para tua careca cor de rosa e indagar: por quê é cor de rosa a tua careca?
A não ouvir mais a velha história que eu achava que nunca ficaria velha
Não me ensinaram ou eu não quis aprender
Que a fruta cai do pé quando a semente amadurece
Que duas metades de uma laranja que ficaram 50 anos juntas não viveriam um ano separadas
Que o homem das mãos de caramujos na beira da praia ficaria para sempre estampado na memória da garota da saia crepom
Não me ensinaram a sentir saudades e sempre que eu tento o gosto do sal chega antes a minha boca.
A não ter teu ossinho saltado para massagear
Não me ensinaram a sentir saudades
A não olhar para tua careca cor de rosa e indagar: por quê é cor de rosa a tua careca?
A não ouvir mais a velha história que eu achava que nunca ficaria velha
Não me ensinaram ou eu não quis aprender
Que a fruta cai do pé quando a semente amadurece
Que duas metades de uma laranja que ficaram 50 anos juntas não viveriam um ano separadas
Que o homem das mãos de caramujos na beira da praia ficaria para sempre estampado na memória da garota da saia crepom
Não me ensinaram a sentir saudades e sempre que eu tento o gosto do sal chega antes a minha boca.
Tuesday, May 20, 2008
QUEIXA
Minha queixa é o meu queixo.
Parece um queijo exótico com um furo
no meio,
A lua em sua fase minguante,
lembra o perfil de minha face,
com o queijo exótico cravado em seu semblante,
O furo é minha marca registrada.
Parece um queijo exótico com um furo
no meio,
A lua em sua fase minguante,
lembra o perfil de minha face,
com o queijo exótico cravado em seu semblante,
O furo é minha marca registrada.
Thursday, May 08, 2008
TAMANCO DE MADEIRA
O sapato da minha infância
Foi um tamanco de madeira
Com a cara de um gato estampada
nas suas tiras vermelhas
Meu tamanco era manco
Tinha gingado: um salto quebrado no pé esquerdo
Dava vida ao meu rebolado
Eu era tão criança e quando subia naquele tamanco me descobria tão adulta
Hoje, sou tão adulta e ainda sinto saudades do meu tamanco de infância.
Foi um tamanco de madeira
Com a cara de um gato estampada
nas suas tiras vermelhas
Meu tamanco era manco
Tinha gingado: um salto quebrado no pé esquerdo
Dava vida ao meu rebolado
Eu era tão criança e quando subia naquele tamanco me descobria tão adulta
Hoje, sou tão adulta e ainda sinto saudades do meu tamanco de infância.
Monday, December 03, 2007
Monday, October 22, 2007
PALHETA
Se eu fosse tua
Seria o teu
S E G R E D O
Viola entre os teus dedos
Seria o teu
B R I N Q U E D O
Viola entre os teus dedos
Se eu fosse tua
Seria S E G R E D O
nosso B R I N Q U E D O
V I O L A
entre os
D E D O S.
Seria o teu
S E G R E D O
Viola entre os teus dedos
Seria o teu
B R I N Q U E D O
Viola entre os teus dedos
Se eu fosse tua
Seria S E G R E D O
nosso B R I N Q U E D O
V I O L A
entre os
D E D O S.
Sunday, October 21, 2007
Mulheres
A mulher nunca está sóTem outra dentro dela
Que dança
Mãe, tia ou avó
Esse corpo
Balança
Pois é também
MULHER CRIANÇA
Delicada, forte e insegura
MULHER MADURA
Cor e alma
Feminina
Eis que surge
MULHER FELINA
Seu reflexo
Na moldura moderna
São mulheres
que inspiram
Outras mulheres
Afrodite
Maria
Madalena
Monalisa
Madonna
Elis
Regina
Espelho
De todas
NÓS
Cor e alma
Feminina
Eis que surge
MULHER FELINA
Seu reflexo
Na moldura moderna
São mulheres
que inspiram
Outras mulheres
Afrodite
Maria
Madalena
Monalisa
Madonna
Elis
Regina
Espelho
De todas
NÓS
Thursday, September 13, 2007
Wednesday, September 12, 2007
Tuesday, September 11, 2007
Monday, September 10, 2007
Friday, September 07, 2007
Sunday, September 02, 2007
Monday, August 13, 2007
Tum Tum
A d i s t â n c i a
entre o
meu coração
e o teu
É o PULSO do
IMPULSO
De uma BATIDA
Que se perdeu
Tuesday, July 24, 2007
Thursday, July 19, 2007
Tradições
Erva na cuia
Água na erva
Bomba na água
Erva, água e bomba na cuia
Água na erva
Erva na cuia
Bomba na boca
Água, erva e bomba na boca
Erva na bomba
Ronco na cuia
Boca sem água
- Cadê, a térmica?
- Grita outra boca
- Agora, é minha vez!
Água na erva
Bomba na água
Erva, água e bomba na cuia
Água na erva
Erva na cuia
Bomba na boca
Água, erva e bomba na boca
Erva na bomba
Ronco na cuia
Boca sem água
- Cadê, a térmica?
- Grita outra boca
- Agora, é minha vez!
Sunday, June 17, 2007
DEZOITO DO SEIS DE DOIS MIL E SETE
Sou TRÊS vezes mais esperta que a criança que fui aos DEZ
Sou DUAS vezes mais madura que a adolescente que fui aos QUINZE
Sou UMA mulher de TRINTA bem resolvida com a matemática da vida
Será que aos SESSENTA terei a mesma razão?
Tuesday, April 10, 2007
A Menina dos Olhos Azuis
Mais um anjinho chegou a porta do céu
Uma menina de olhos bem azuis
E cabelos cor de mel
Ela desliza com seus saltinhos pelas nuvens
Cantarolando em sua harpa e pedindo aos números que se curvem
Eles, os números, se curvam
Pois sabem quem acabou de chegar
Ela dominou-os a vida inteira
Mas, ao entrar em sua saleta vai logo avisando:
- Aqui, vim só para brincar!
E a menina das bolitas azuladas
Começa a tagarelar...
Conta para o número 1 como foi a sua vida, para o 2; com quantos anos se casou, para o 3; quantos netos teve, para o 4; quantos chocolate comera, para o 5; quantos anos ficara casada com o mesmo rapaz...
E assim segue contando que adora CONTAR...
E quando se dá conta
Os números estão todos em sua volta
A cirandar
AUCENY
Fecha os olhos
E sorri
Sorri linda
Sorri leve
Descansa em paz.
Uma menina de olhos bem azuis
E cabelos cor de mel
Ela desliza com seus saltinhos pelas nuvens
Cantarolando em sua harpa e pedindo aos números que se curvem
Eles, os números, se curvam
Pois sabem quem acabou de chegar
Ela dominou-os a vida inteira
Mas, ao entrar em sua saleta vai logo avisando:
- Aqui, vim só para brincar!
E a menina das bolitas azuladas
Começa a tagarelar...
Conta para o número 1 como foi a sua vida, para o 2; com quantos anos se casou, para o 3; quantos netos teve, para o 4; quantos chocolate comera, para o 5; quantos anos ficara casada com o mesmo rapaz...
E assim segue contando que adora CONTAR...
E quando se dá conta
Os números estão todos em sua volta
A cirandar
AUCENY
Fecha os olhos
E sorri
Sorri linda
Sorri leve
Descansa em paz.
Wednesday, November 08, 2006
Tuesday, October 31, 2006
Monday, October 09, 2006
Lembranças
O pôr- do - sol no Guaíba
A bomba, a cuia, a erva, o chimarrão
No Parcão
Gasômetro
Ou, no Bric da Redenção
São retratos
Da minha Terra
Fatos
Guardados no coração
O sotaque é esquisito
Mas, BAH... é TRI BONITO!
E é por isso que eu grito
Faço barulho
Se me perguntam:
De onde você é?
Respondo: Gaúcha e com ORGULHO.
Monday, August 28, 2006
MOI
Eu me divido entre a teoria e a prática
Da poesia e a matemática
Porque sou
enigmática
Eu fico em cima do muro
Entre o agora e o futuro
Porque tenho medo
do escuro
Por trás dos meus olhos verdes mel
Escondo ainda inocente véu
Entre o inferno
e o céu
Pois a verdade é crua:
Eu sou mesmo duas
E de fases
como a lua!
Wednesday, June 21, 2006
QUASE 30
Nos meus aniversários passados
Não tinha sentido nada
Nem cosquinha, nem uma ruga sequer,
Esse é diferente; engraçado
Sinto-me contente
Mais MULHER
Não sei se foi a distância
Toda essa mudança
A saudade
A independência,
Maturidade; consciência
Não sei
De repente, um novo passo
Meu espaço
E uma certeza (numa vida de incertezas)
Eu me basto.
Sunday, March 19, 2006
ORKUT
Um mundo pré concebido
fica fácil julgar
Amor embutido não conhece os porquês
O melhor é teclar
Sempre e separados
Por telas de tv´s.
Friday, February 17, 2006
Poetizando....
Poetizar
Anjo na parede
Cantiga de Ninar
Mergulho no amanhecer
Seicho-no-ie
Cada letra, compasso
Uma rima, eu faço
outra rima, eu faço
outra rima, eu faço
outra rima, eu faço
Uma Poesia.
Tuesday, January 10, 2006
MÃE
Tem uma mulher em minha vida
que amo, venero
Se penso em sua ausência,
desespero
Uma rosa de ferro perfumada
Uma desenhista na madrugada
Ela é meu: saber, ler, amor, universo.....
meu único verso
Ela é minha: prosa, rima, harmonia....
minha única poesia
A mulher que eu tanto quis ser
Antes de crescer
não é única
Mas, é a minha
MÃE.
Thursday, December 29, 2005
Adeus pra você e pra 2005
Esta é a última sobre você
Vou dizer o porquê
Preciso te deixar guardado
Não morto e enterrado, pois você não está
Quieto, no passado
Como tantas outras coisas
Preciso fechar dois mil e cinco
Abrir um bom vinho tinto
Comemorar
Uma nova cidade
Um novo emprego, novos amigos...
Uma onda de possibilidades
surgindo
Promessas...
Um novo idioma
Um novo amor
Uma visita a Roma
Outra a Salvador
Seja o que for
Que venha dois mil e seis
E comece tudo outra vez!
Tuesday, December 27, 2005
Sair de casa
Mudar de cidade é mais ou menos como trocar de namorado
Você pena pra se adaptar, não pára de comparar
Fica querendo voltar
Aí, o reencontro acontece
O tira-teima aparece
Você valoriza sua nova vida
Sente saudade da antiga
Mas, uma saudade no passado
Como o antigo namorado
Tudo de novo que você está construindo
Começa a ter significado
Tudo é tão lindo
Que se der algo errado, ao contrário do antigo namorado,
Para casa, é só voltar
Para nossa segurança, salvo algumas poucas mudanças,
Está quase sempre tudo igual,
Não faz mal
A mudança foi na gente
Ficamos um pouco mais experientes!
Sunday, September 25, 2005
As mulheres em mim
Eu mulher praiana
Ouvinte de Hip hop, Rap e Ben Harper
Te procurei na praia, na areia, no mar, surfando entre sereias
Eu mulher urbana
Leitora de Kotler, Tofler e Porter
Te procurei nas baladas, no trânsito, virando a madrugada, empinando umas e outras no meio da mulherada
Eu mulher profana
Por homens apaixonada
Te procurei em outros braços
Abraços
Em outros beijos
Desejos
Em outras noites
Pernoites...
Mas aí, caí em mim
Mulher romântica
Fâ de Drummond, Quintana e Pessoa
E parei de te procurar
E sabe o que eu encontrei?
UMA MULHER MADURA.
Ouvinte de Hip hop, Rap e Ben Harper
Te procurei na praia, na areia, no mar, surfando entre sereias
Eu mulher urbana
Leitora de Kotler, Tofler e Porter
Te procurei nas baladas, no trânsito, virando a madrugada, empinando umas e outras no meio da mulherada
Eu mulher profana
Por homens apaixonada
Te procurei em outros braços
Abraços
Em outros beijos
Desejos
Em outras noites
Pernoites...
Mas aí, caí em mim
Mulher romântica
Fâ de Drummond, Quintana e Pessoa
E parei de te procurar
E sabe o que eu encontrei?
UMA MULHER MADURA.
Friday, September 23, 2005
Sentimentalismo
"Nestes dois meses de São Paulo
Já chorei uma cachoeira de lágrimas
De saudades de Porto Alegre."
Já chorei uma cachoeira de lágrimas
De saudades de Porto Alegre."
Friday, August 26, 2005
SAMPA
A cidade cai em mim
Assim como a noite
Cai assim
Cai céu, cai estrela, cai luar
Cai SAMPA
De selva, de pedra, de cinza, de gente
Assim como a gente
De todo lugar
A cidade gigante
Não pode esperar
Não pára, não morre
Ao contrário, corre
Convidando-nos a entrar
Você escolhe o meio
Tem para todos os gostos
Do sofisticado ao mais feio
Já conheci todos: ônibus, metrô, carro, trem, avião
Importante é não perder
a estação
Aqui tudo acontece
Poesia,arte,cinema,luxo, lixo,boemia
E tudo aparece
Como descrever São Paulo?
Centro Industrial ou
Paraíso natural?
É incrível...
Mas, alguma coisa acontece no meu coração
E ainda nem cruzei a Ipiranga com Av. São João!
Assim como a noite
Cai assim
Cai céu, cai estrela, cai luar
Cai SAMPA
De selva, de pedra, de cinza, de gente
Assim como a gente
De todo lugar
A cidade gigante
Não pode esperar
Não pára, não morre
Ao contrário, corre
Convidando-nos a entrar
Você escolhe o meio
Tem para todos os gostos
Do sofisticado ao mais feio
Já conheci todos: ônibus, metrô, carro, trem, avião
Importante é não perder
a estação
Aqui tudo acontece
Poesia,arte,cinema,luxo, lixo,boemia
E tudo aparece
Como descrever São Paulo?
Centro Industrial ou
Paraíso natural?
É incrível...
Mas, alguma coisa acontece no meu coração
E ainda nem cruzei a Ipiranga com Av. São João!
Thursday, July 21, 2005
Um amor de VERDADE
Brinco com as palavras
Porque cresci
Não tenho mais com quem brincar
Minhas bonecas joguei fora
Cansei de brincar de amar
Quero um amor de verdade
Que me faça as pernas tremer, sentir frio na barriga e sal na boca
Sem vaidade, ou medo de se arrepender
Quero um amor de verdade
Que me invada, me arda, seja cheio como a lua em seus dias cheios e me ilumine!
Quero um amor de verdade
Com beijos sangrentos, desejos violentos e sexo, muito sexo arredio
Quero um amor de verdade
Que diga a verdade, a verdade dura, a que dói, a que faz a gente crescer
Um amor sadio
Eu quero um amor
Que depois de toda esta explosão de sentimentos
Acabe em casamento
Um amor de verdade
Que depois de 1, 2, 15, 20 anos
Tenha amizade
E com 50 anos ainda muita cumplicidade.
Será pedir demais?
Eu acredito em amores de verdade, apesar de não acreditar em papai noel.
Thursday, June 16, 2005
A Saudade que eu sinto
A saudade que eu sinto
Sufoca, arde, dói
Tanto que não minto
Queria saber
Se essa coisa engasgada que pra mim ficou
Entalada no meio da goela feito moela
que nem com água desce...
Essa coisa
Para você também acontece?
A saudade que eu sinto
Machuca, mistura, corrói
Não minto
A saudade é como aquela galinha do tempo que vive em cima da geladeira: quando você pensa em esquecê-la, o tempo muda e a galinha fica rosa ou azul pra te lembrar que a saudade existe.
Sunday, May 29, 2005
I Know
Eu sei
Você sabe da verdade
Eu sei também
Você sabe
Não sou perfeita
Me conhece,
Torta, desfigurada
Chorando, com a cara amassada
Conhece meu eu,
Sem máscaras, fingimentos
ternura e sofrimentos
Eu queria que entre a gente
Tivesse sido tudo diferente
Toda a história
Brigas, infantilidades
Dito x não dito
Confusões x amizade
Eu sei
Você sabe
A verdade
É a que eu não falei.
Monday, May 23, 2005
BREVE ANÁLISE DE MIM AO MUNDO
Penso que penso, logo existo
É o lema do geminiano
Por isso persisto
Neste mar de marcianos
Denominado porão
O porão de minha mente
Chamada por uns de: ilusória
Por mim: demente ocasião provisória
Pois muda a todo instante
Passeia por Urano, Marte, Terra
Fica num extremo constante
Entre o amor e a guerra
Me fortifica, me ensina, me fala de tudo
Depois me trai
Absurdo!
Tudo que penso ser certo
De repente, se torna errado
O mar fechado vira aberto
Continentes pacíficos abrem fogo cerrado
Contra bandos de inocentes
Que nem sabem o que se passa
Assistem a tudo, os dementes
E ainda acham graça
Só em um momento ficam fortes
E se tornam solidários
O encontro com a morte
Faz contrariados os contrários
Ver isso vale à pena
Pois se não fossem tais mudanças
Sentiria - me pequena
Neste mundo de injustiças, porém cheio de esperanças !
É o lema do geminiano
Por isso persisto
Neste mar de marcianos
Denominado porão
O porão de minha mente
Chamada por uns de: ilusória
Por mim: demente ocasião provisória
Pois muda a todo instante
Passeia por Urano, Marte, Terra
Fica num extremo constante
Entre o amor e a guerra
Me fortifica, me ensina, me fala de tudo
Depois me trai
Absurdo!
Tudo que penso ser certo
De repente, se torna errado
O mar fechado vira aberto
Continentes pacíficos abrem fogo cerrado
Contra bandos de inocentes
Que nem sabem o que se passa
Assistem a tudo, os dementes
E ainda acham graça
Só em um momento ficam fortes
E se tornam solidários
O encontro com a morte
Faz contrariados os contrários
Ver isso vale à pena
Pois se não fossem tais mudanças
Sentiria - me pequena
Neste mundo de injustiças, porém cheio de esperanças !
NADADORES DE OCASIÃO
Óculos, touca
Raia, pódio, calção
Instrumentos de ponta
Da gaveta de um campeão
Nadadores inveterados,
Soldados marchãs
Persistentes apaixonados
Da vida pagã
Defensores de um país sedente
De estilos e precisão
Nadando contra corrente
Por pura diversão
Em piscinas vazias
De sonhos e fantasias
Somos todos coitados,
Nadadores de ocasião.
Raia, pódio, calção
Instrumentos de ponta
Da gaveta de um campeão
Nadadores inveterados,
Soldados marchãs
Persistentes apaixonados
Da vida pagã
Defensores de um país sedente
De estilos e precisão
Nadando contra corrente
Por pura diversão
Em piscinas vazias
De sonhos e fantasias
Somos todos coitados,
Nadadores de ocasião.
Tuesday, April 05, 2005
DESTINO
Destino, menino
T R A V E S S O
Com ele, não brinco
O B E D E Ç O
Sigo, seu compasso
No íntimo, sei
Seu primo, o livre arbítrio
Que dizem todos
existir
Pra mim, não passa
De um M O L E Q U E
S E M G R A Ç A
Fazendo P I R R A Ç A
Com nosso IR e VIR
Está tudo traçado
Neste emaranhado
Chamado U N I V E R S O
Uma única coisa peço (de coração):
"Seja lá o que me esteja guardado....
não seja em vão!"
T R A V E S S O
Com ele, não brinco
O B E D E Ç O
Sigo, seu compasso
No íntimo, sei
Seu primo, o livre arbítrio
Que dizem todos
existir
Pra mim, não passa
De um M O L E Q U E
S E M G R A Ç A
Fazendo P I R R A Ç A
Com nosso IR e VIR
Está tudo traçado
Neste emaranhado
Chamado U N I V E R S O
Uma única coisa peço (de coração):
"Seja lá o que me esteja guardado....
não seja em vão!"
Sunday, March 20, 2005
EU
Sou assim
Meio, começo e fim
Inquieta, discreta
Meio Afrodite, por vezes, Brigite
Sou eu
Sem eira, nem beira
Sem frescuras, sem besteiras
Ai de mim . . .
Que sou assim
Meio rosa, meio espinho
Meio prosa e meio anjinho
Ser assim . . .
Será bom ?
Será ruim ?
SERAFIM.
Meio, começo e fim
Inquieta, discreta
Meio Afrodite, por vezes, Brigite
Sou eu
Sem eira, nem beira
Sem frescuras, sem besteiras
Ai de mim . . .
Que sou assim
Meio rosa, meio espinho
Meio prosa e meio anjinho
Ser assim . . .
Será bom ?
Será ruim ?
SERAFIM.
Monday, February 21, 2005
A DANÇA DAS PALAVRAS
Quem colocou estas palavras em minha boca ?
Elas não estavam aí !
Não assim, desse jeito desordenado, bagunçado
Com que foram saíndo, e ferindo
E fazendo com que eu dissesse o que não queria,
o que não gostava
Palavras doentias
Essas que por minhas tomavas
Mas, explico - me:
Não tive culpa
Não as escolhi, desculpa.
A culpa é das palavras que a ti referi.
Elas não estavam aí !
Não assim, desse jeito desordenado, bagunçado
Com que foram saíndo, e ferindo
E fazendo com que eu dissesse o que não queria,
o que não gostava
Palavras doentias
Essas que por minhas tomavas
Mas, explico - me:
Não tive culpa
Não as escolhi, desculpa.
A culpa é das palavras que a ti referi.
PUBLICIDADE
Publicidade é uma coisa louca
Por vezes nos dá tapa na cara
Por vezes nos beija a boca
Poesia rara
É admirada
Vício, quando executada
Enganosa !
Por muitos insultada
Ela ri e prosa
Como se não houvesse nada
Se atira sobre nós
E como um porta - voz
Nos diz o que vestir
O que comer
Aonde ir
Mas mesmo assim
Eu continuo
Por ela apaixonada
Por vezes nos dá tapa na cara
Por vezes nos beija a boca
Poesia rara
É admirada
Vício, quando executada
Enganosa !
Por muitos insultada
Ela ri e prosa
Como se não houvesse nada
Se atira sobre nós
E como um porta - voz
Nos diz o que vestir
O que comer
Aonde ir
Mas mesmo assim
Eu continuo
Por ela apaixonada
Saturday, February 12, 2005
INEXPLICÁVEL
Surgem esfinges no meio do gelo !
Existe abundância de água no deserto !
Nesse mundo
O amor é esperto
Muda elementos de lugar
Deixa o azul, rosa
E o rosa, vermelho
Faz tudo melhorar
Faz chover no nordeste
O sol se por no leste
Deixa a vida contrariar
O mundo grande
Fica pequeno
Coração duro
Fica sereno
Pirilampos trovejam lágrimas de chuvas cor de arco-íris
Existe abundância de água no deserto !
Nesse mundo
O amor é esperto
Muda elementos de lugar
Deixa o azul, rosa
E o rosa, vermelho
Faz tudo melhorar
Faz chover no nordeste
O sol se por no leste
Deixa a vida contrariar
O mundo grande
Fica pequeno
Coração duro
Fica sereno
Pirilampos trovejam lágrimas de chuvas cor de arco-íris
AMOR NOSSO
Esse nosso amor
É amor nosso
Não pouco, mas louco
Não sentimental, mas passional
Meio Tristão e Isolda
Paixão louca, louca
Dessas de dar nó na garganta
E mover continentes
Paixão tanta, tanta
De ranger os dentes
Mistura de sentimentos
Tormentos, tormentos
Paz, luz, explosão
Cansaço, passos, tesão
Paixão, paixão . . .
É amor nosso
Não pouco, mas louco
Não sentimental, mas passional
Meio Tristão e Isolda
Paixão louca, louca
Dessas de dar nó na garganta
E mover continentes
Paixão tanta, tanta
De ranger os dentes
Mistura de sentimentos
Tormentos, tormentos
Paz, luz, explosão
Cansaço, passos, tesão
Paixão, paixão . . .
Thursday, February 10, 2005
JUST DRUGS
Tem horas
Que eu queria
Fumar um bombão
Cheirar pó
Tomar todas
de uma vez só
Sair por aí bem doidona, anestesiada
Para não sentir nada
Mas, tem algo
No meu instinto que me segura
Me entorpeço no meio das palavras
Pedindo mais uma tragada desta rima
Uma inspirada daquele verso
Uma dose de outro poema
E quando vejo estou muito, muito, muito louca
Viajando no meio de tanta droga escrita.
Que eu queria
Fumar um bombão
Cheirar pó
Tomar todas
de uma vez só
Sair por aí bem doidona, anestesiada
Para não sentir nada
Mas, tem algo
No meu instinto que me segura
Me entorpeço no meio das palavras
Pedindo mais uma tragada desta rima
Uma inspirada daquele verso
Uma dose de outro poema
E quando vejo estou muito, muito, muito louca
Viajando no meio de tanta droga escrita.
Wednesday, February 09, 2005
CRIME SOCIAL
Crianças nas esquinas
Crimes nas ruas
Nas pontes esperanças
Testemunhadas pela lua
Culpa de quem ?
De quem é a culpa ?
Culpado não tem
Para esta situação absurda
Foi assim no início
Será no fim
Ossos do ofício ?
Quem sabe a culpada seja a ideologia
Deste circo armado por aqueles que se dizem os tais
Será justo culpar o capitalismo
Ou nossos ancestrais ?
Justo seria tomarmos atitudes
Para transformarmos estas tristes virtudes
Em fatos ocorridos há muito tempo atrás.
Crimes nas ruas
Nas pontes esperanças
Testemunhadas pela lua
Culpa de quem ?
De quem é a culpa ?
Culpado não tem
Para esta situação absurda
Foi assim no início
Será no fim
Ossos do ofício ?
Quem sabe a culpada seja a ideologia
Deste circo armado por aqueles que se dizem os tais
Será justo culpar o capitalismo
Ou nossos ancestrais ?
Justo seria tomarmos atitudes
Para transformarmos estas tristes virtudes
Em fatos ocorridos há muito tempo atrás.
BARRINHA
Ah . . . mar . . .
Contai - me todos os teus segredos
Desvendai meus medos
E ensinai - me
A amar
Deixai que meus cachos mergulhem em tuas ondas
Que meus cabelos pertençam à tua areia
Ah . . . mar . . .
Tornai - me sereia
E um pouco dona deste lugar
Contai - me todos os teus segredos
Desvendai meus medos
E ensinai - me
A amar
Deixai que meus cachos mergulhem em tuas ondas
Que meus cabelos pertençam à tua areia
Ah . . . mar . . .
Tornai - me sereia
E um pouco dona deste lugar
Monday, February 07, 2005
TREM DA VIDA
Corra, pinte e borde
A C O R D E !
A vida é dura assim mesmo
É linda mesmo sendo assim
Não fique parado
Não chegue atrasado
Seu trem pode passar
Você tem que embarcar
Na aventura
A vida é assim :
A C O R D E !
A vida é dura assim mesmo
É linda mesmo sendo assim
Não fique parado
Não chegue atrasado
Seu trem pode passar
Você tem que embarcar
Na aventura
A vida é assim :
D U R A !
E é linda mesmo sendo assim.
Morte a quem nos faz sofrer
Te enterro aqui
Nesta natureza exuberante
Nos morros gritantes das muralhas de meu coração
Te enterro sem compaixão
Porque me fizeste sofrer
Porque te deixei ver minha alma
Porque foste bandido
Me mentiste, atiraste pedras, cacos de vidros; desilusões
Como se atira para matar em um inimigo
Te enterro, meu amor
Enterro os sentimentos
As promessas; palavras ao vento
As loucuras; desejos sangrentos
Os desejos; beijos violentos
Ruínas da imperfeição
Tudo; perda de tempo
Te enterro sem dó
Sem compostura
E sigo só
Procurando a cura
Pelas estradas ainda não percorridas
Buscando a energia perdida
das praias desertas
Sigo procurando meu amor, minha vida; a pessoa certa
Nosso amor . . .
Enterro na aura do arcanjo Miguel
Enterro na fantasia, no céu
Para deixar a terra em paz
Pronta para uma nova alegria
Para de novo um dia
Fertilizar tudo que um novo amor traz.
Nesta natureza exuberante
Nos morros gritantes das muralhas de meu coração
Te enterro sem compaixão
Porque me fizeste sofrer
Porque te deixei ver minha alma
Porque foste bandido
Me mentiste, atiraste pedras, cacos de vidros; desilusões
Como se atira para matar em um inimigo
Te enterro, meu amor
Enterro os sentimentos
As promessas; palavras ao vento
As loucuras; desejos sangrentos
Os desejos; beijos violentos
Ruínas da imperfeição
Tudo; perda de tempo
Te enterro sem dó
Sem compostura
E sigo só
Procurando a cura
Pelas estradas ainda não percorridas
Buscando a energia perdida
das praias desertas
Sigo procurando meu amor, minha vida; a pessoa certa
Nosso amor . . .
Enterro na aura do arcanjo Miguel
Enterro na fantasia, no céu
Para deixar a terra em paz
Pronta para uma nova alegria
Para de novo um dia
Fertilizar tudo que um novo amor traz.
*ANGUS
No cheiro do Jasmim
Nos misturamos
Na praia; estrelas, cometas, querubins
Nos misturamos
Nos bares, no trabalho, no olhar
Nos misturamos
No almoço, no jantar; no jeito de andar
Nos misturamos
Minhas, tuas coisas
Tuas, minhas coisas
Tudo misturado
Infiltrado
Exagerado
Me ajuda a separar (pois sozinha não consigo)
O que a vida fez questão de misturar
Não é química, onde a densidade separa os líquidos
Não é física, onde a velocidade muda tudo
No nosso caso, não
Tudo é absurdo!
A velocidade, a densidade e a intensidade
Foram misturadas,
Foram constantes e, eu,
Em nenhum instante
Consigo separar
O que a vida faz questão de misturar
O que a vida fez questão de misturar
* Dedicada para uma pessoa que foi muito especial
Thursday, February 03, 2005
MUNDO NOVO
As novas tecnologias invadem nossas vidas
Trazendo informações infinitas
E mudanças radicais
As novidades são muitas
Na era dos sistemas digitais
Tudo muda, a todo instante
Agora somos gigantes
Mutantes culturais
Isto é novo, isto é mágico
Trágico
Somos os anões
Desta era
De futuras gerações
Trazendo informações infinitas
E mudanças radicais
As novidades são muitas
Na era dos sistemas digitais
Tudo muda, a todo instante
Agora somos gigantes
Mutantes culturais
Isto é novo, isto é mágico
Trágico
Somos os anões
Desta era
De futuras gerações
Quinta
Eu bem podia
Guardar rancor
Mas, se carrego poesia
Porque preferir a dor ?
Prefiro guardar amor
Guardar rancor
Mas, se carrego poesia
Porque preferir a dor ?
Prefiro guardar amor
Tuesday, February 01, 2005
VOCÊ MESMO
Não pire
RESPIRE
Fundo
Abrace o mundo
Seja franco, forte, sincero;
PROFUNDO
Seja Eterno,
Seja motivo,
Nem muito, nem tanto
Mas sempre,
VIVO
Seja chama
Que acende, apaga
INFLAMA
Nem breve, nem farto
Seja febre e tato,
Seja tudo que importe
MENOS morte,
Perfume, sentimento,
Ciúme, Vento,
Seja o que for....
Desde que seja você mesmo
Desde que seja com AMOR.
RESPIRE
Fundo
Abrace o mundo
Seja franco, forte, sincero;
PROFUNDO
Seja Eterno,
Seja motivo,
Nem muito, nem tanto
Mas sempre,
VIVO
Seja chama
Que acende, apaga
INFLAMA
Nem breve, nem farto
Seja febre e tato,
Seja tudo que importe
MENOS morte,
Perfume, sentimento,
Ciúme, Vento,
Seja o que for....
Desde que seja você mesmo
Desde que seja com AMOR.
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