a vela derrama
monumentos de cera
sobre a cabeceira da cama.
No escuro,monumentos de cera
sobre a cabeceira da cama.
o choro baixinho
molha a seda
sobre o travesseiro da dama.
Minha mente faísca e habita o infinito dos porquêsDevora como traças não livros, nem roupas, mas possibilidades impossíveis de acontecerMinha mente cria gente, desfaz fantasmas, desafia a ficçãoEstou lá escravizada cantando com Freud e Jung: "La vie en Rose"Na sua imensidão, se ela beira ou cheira a loucura, não seiMinha mente é solidão.