Destino, menino
T R A V E S S O
Com ele, não brinco
O B E D E Ç O
Sigo, seu compasso
No íntimo, sei
Seu primo, o livre arbítrio
Que dizem todos
existir
Pra mim, não passa
De um M O L E Q U E
S E M G R A Ç A
Fazendo P I R R A Ç A
Com nosso IR e VIR
Está tudo traçado
Neste emaranhado
Chamado U N I V E R S O
Uma única coisa peço (de coração):
"Seja lá o que me esteja guardado....
não seja em vão!"
Tuesday, April 05, 2005
Sunday, March 20, 2005
EU
Sou assim
Meio, começo e fim
Inquieta, discreta
Meio Afrodite, por vezes, Brigite
Sou eu
Sem eira, nem beira
Sem frescuras, sem besteiras
Ai de mim . . .
Que sou assim
Meio rosa, meio espinho
Meio prosa e meio anjinho
Ser assim . . .
Será bom ?
Será ruim ?
SERAFIM.
Meio, começo e fim
Inquieta, discreta
Meio Afrodite, por vezes, Brigite
Sou eu
Sem eira, nem beira
Sem frescuras, sem besteiras
Ai de mim . . .
Que sou assim
Meio rosa, meio espinho
Meio prosa e meio anjinho
Ser assim . . .
Será bom ?
Será ruim ?
SERAFIM.
Monday, February 21, 2005
A DANÇA DAS PALAVRAS
Quem colocou estas palavras em minha boca ?
Elas não estavam aí !
Não assim, desse jeito desordenado, bagunçado
Com que foram saíndo, e ferindo
E fazendo com que eu dissesse o que não queria,
o que não gostava
Palavras doentias
Essas que por minhas tomavas
Mas, explico - me:
Não tive culpa
Não as escolhi, desculpa.
A culpa é das palavras que a ti referi.
Elas não estavam aí !
Não assim, desse jeito desordenado, bagunçado
Com que foram saíndo, e ferindo
E fazendo com que eu dissesse o que não queria,
o que não gostava
Palavras doentias
Essas que por minhas tomavas
Mas, explico - me:
Não tive culpa
Não as escolhi, desculpa.
A culpa é das palavras que a ti referi.
PUBLICIDADE
Publicidade é uma coisa louca
Por vezes nos dá tapa na cara
Por vezes nos beija a boca
Poesia rara
É admirada
Vício, quando executada
Enganosa !
Por muitos insultada
Ela ri e prosa
Como se não houvesse nada
Se atira sobre nós
E como um porta - voz
Nos diz o que vestir
O que comer
Aonde ir
Mas mesmo assim
Eu continuo
Por ela apaixonada
Por vezes nos dá tapa na cara
Por vezes nos beija a boca
Poesia rara
É admirada
Vício, quando executada
Enganosa !
Por muitos insultada
Ela ri e prosa
Como se não houvesse nada
Se atira sobre nós
E como um porta - voz
Nos diz o que vestir
O que comer
Aonde ir
Mas mesmo assim
Eu continuo
Por ela apaixonada
Saturday, February 12, 2005
INEXPLICÁVEL
Surgem esfinges no meio do gelo !
Existe abundância de água no deserto !
Nesse mundo
O amor é esperto
Muda elementos de lugar
Deixa o azul, rosa
E o rosa, vermelho
Faz tudo melhorar
Faz chover no nordeste
O sol se por no leste
Deixa a vida contrariar
O mundo grande
Fica pequeno
Coração duro
Fica sereno
Pirilampos trovejam lágrimas de chuvas cor de arco-íris
Existe abundância de água no deserto !
Nesse mundo
O amor é esperto
Muda elementos de lugar
Deixa o azul, rosa
E o rosa, vermelho
Faz tudo melhorar
Faz chover no nordeste
O sol se por no leste
Deixa a vida contrariar
O mundo grande
Fica pequeno
Coração duro
Fica sereno
Pirilampos trovejam lágrimas de chuvas cor de arco-íris
AMOR NOSSO
Esse nosso amor
É amor nosso
Não pouco, mas louco
Não sentimental, mas passional
Meio Tristão e Isolda
Paixão louca, louca
Dessas de dar nó na garganta
E mover continentes
Paixão tanta, tanta
De ranger os dentes
Mistura de sentimentos
Tormentos, tormentos
Paz, luz, explosão
Cansaço, passos, tesão
Paixão, paixão . . .
É amor nosso
Não pouco, mas louco
Não sentimental, mas passional
Meio Tristão e Isolda
Paixão louca, louca
Dessas de dar nó na garganta
E mover continentes
Paixão tanta, tanta
De ranger os dentes
Mistura de sentimentos
Tormentos, tormentos
Paz, luz, explosão
Cansaço, passos, tesão
Paixão, paixão . . .
Thursday, February 10, 2005
JUST DRUGS
Tem horas
Que eu queria
Fumar um bombão
Cheirar pó
Tomar todas
de uma vez só
Sair por aí bem doidona, anestesiada
Para não sentir nada
Mas, tem algo
No meu instinto que me segura
Me entorpeço no meio das palavras
Pedindo mais uma tragada desta rima
Uma inspirada daquele verso
Uma dose de outro poema
E quando vejo estou muito, muito, muito louca
Viajando no meio de tanta droga escrita.
Que eu queria
Fumar um bombão
Cheirar pó
Tomar todas
de uma vez só
Sair por aí bem doidona, anestesiada
Para não sentir nada
Mas, tem algo
No meu instinto que me segura
Me entorpeço no meio das palavras
Pedindo mais uma tragada desta rima
Uma inspirada daquele verso
Uma dose de outro poema
E quando vejo estou muito, muito, muito louca
Viajando no meio de tanta droga escrita.
Wednesday, February 09, 2005
CRIME SOCIAL
Crianças nas esquinas
Crimes nas ruas
Nas pontes esperanças
Testemunhadas pela lua
Culpa de quem ?
De quem é a culpa ?
Culpado não tem
Para esta situação absurda
Foi assim no início
Será no fim
Ossos do ofício ?
Quem sabe a culpada seja a ideologia
Deste circo armado por aqueles que se dizem os tais
Será justo culpar o capitalismo
Ou nossos ancestrais ?
Justo seria tomarmos atitudes
Para transformarmos estas tristes virtudes
Em fatos ocorridos há muito tempo atrás.
Crimes nas ruas
Nas pontes esperanças
Testemunhadas pela lua
Culpa de quem ?
De quem é a culpa ?
Culpado não tem
Para esta situação absurda
Foi assim no início
Será no fim
Ossos do ofício ?
Quem sabe a culpada seja a ideologia
Deste circo armado por aqueles que se dizem os tais
Será justo culpar o capitalismo
Ou nossos ancestrais ?
Justo seria tomarmos atitudes
Para transformarmos estas tristes virtudes
Em fatos ocorridos há muito tempo atrás.
BARRINHA
Ah . . . mar . . .
Contai - me todos os teus segredos
Desvendai meus medos
E ensinai - me
A amar
Deixai que meus cachos mergulhem em tuas ondas
Que meus cabelos pertençam à tua areia
Ah . . . mar . . .
Tornai - me sereia
E um pouco dona deste lugar
Contai - me todos os teus segredos
Desvendai meus medos
E ensinai - me
A amar
Deixai que meus cachos mergulhem em tuas ondas
Que meus cabelos pertençam à tua areia
Ah . . . mar . . .
Tornai - me sereia
E um pouco dona deste lugar
Monday, February 07, 2005
TREM DA VIDA
Corra, pinte e borde
A C O R D E !
A vida é dura assim mesmo
É linda mesmo sendo assim
Não fique parado
Não chegue atrasado
Seu trem pode passar
Você tem que embarcar
Na aventura
A vida é assim :
A C O R D E !
A vida é dura assim mesmo
É linda mesmo sendo assim
Não fique parado
Não chegue atrasado
Seu trem pode passar
Você tem que embarcar
Na aventura
A vida é assim :
D U R A !
E é linda mesmo sendo assim.
Morte a quem nos faz sofrer
Te enterro aqui
Nesta natureza exuberante
Nos morros gritantes das muralhas de meu coração
Te enterro sem compaixão
Porque me fizeste sofrer
Porque te deixei ver minha alma
Porque foste bandido
Me mentiste, atiraste pedras, cacos de vidros; desilusões
Como se atira para matar em um inimigo
Te enterro, meu amor
Enterro os sentimentos
As promessas; palavras ao vento
As loucuras; desejos sangrentos
Os desejos; beijos violentos
Ruínas da imperfeição
Tudo; perda de tempo
Te enterro sem dó
Sem compostura
E sigo só
Procurando a cura
Pelas estradas ainda não percorridas
Buscando a energia perdida
das praias desertas
Sigo procurando meu amor, minha vida; a pessoa certa
Nosso amor . . .
Enterro na aura do arcanjo Miguel
Enterro na fantasia, no céu
Para deixar a terra em paz
Pronta para uma nova alegria
Para de novo um dia
Fertilizar tudo que um novo amor traz.
Nesta natureza exuberante
Nos morros gritantes das muralhas de meu coração
Te enterro sem compaixão
Porque me fizeste sofrer
Porque te deixei ver minha alma
Porque foste bandido
Me mentiste, atiraste pedras, cacos de vidros; desilusões
Como se atira para matar em um inimigo
Te enterro, meu amor
Enterro os sentimentos
As promessas; palavras ao vento
As loucuras; desejos sangrentos
Os desejos; beijos violentos
Ruínas da imperfeição
Tudo; perda de tempo
Te enterro sem dó
Sem compostura
E sigo só
Procurando a cura
Pelas estradas ainda não percorridas
Buscando a energia perdida
das praias desertas
Sigo procurando meu amor, minha vida; a pessoa certa
Nosso amor . . .
Enterro na aura do arcanjo Miguel
Enterro na fantasia, no céu
Para deixar a terra em paz
Pronta para uma nova alegria
Para de novo um dia
Fertilizar tudo que um novo amor traz.
*ANGUS
No cheiro do Jasmim
Nos misturamos
Na praia; estrelas, cometas, querubins
Nos misturamos
Nos bares, no trabalho, no olhar
Nos misturamos
No almoço, no jantar; no jeito de andar
Nos misturamos
Minhas, tuas coisas
Tuas, minhas coisas
Tudo misturado
Infiltrado
Exagerado
Me ajuda a separar (pois sozinha não consigo)
O que a vida fez questão de misturar
Não é química, onde a densidade separa os líquidos
Não é física, onde a velocidade muda tudo
No nosso caso, não
Tudo é absurdo!
A velocidade, a densidade e a intensidade
Foram misturadas,
Foram constantes e, eu,
Em nenhum instante
Consigo separar
O que a vida faz questão de misturar
O que a vida fez questão de misturar
* Dedicada para uma pessoa que foi muito especial
Thursday, February 03, 2005
MUNDO NOVO
As novas tecnologias invadem nossas vidas
Trazendo informações infinitas
E mudanças radicais
As novidades são muitas
Na era dos sistemas digitais
Tudo muda, a todo instante
Agora somos gigantes
Mutantes culturais
Isto é novo, isto é mágico
Trágico
Somos os anões
Desta era
De futuras gerações
Trazendo informações infinitas
E mudanças radicais
As novidades são muitas
Na era dos sistemas digitais
Tudo muda, a todo instante
Agora somos gigantes
Mutantes culturais
Isto é novo, isto é mágico
Trágico
Somos os anões
Desta era
De futuras gerações
Quinta
Eu bem podia
Guardar rancor
Mas, se carrego poesia
Porque preferir a dor ?
Prefiro guardar amor
Guardar rancor
Mas, se carrego poesia
Porque preferir a dor ?
Prefiro guardar amor
Tuesday, February 01, 2005
VOCÊ MESMO
Não pire
RESPIRE
Fundo
Abrace o mundo
Seja franco, forte, sincero;
PROFUNDO
Seja Eterno,
Seja motivo,
Nem muito, nem tanto
Mas sempre,
VIVO
Seja chama
Que acende, apaga
INFLAMA
Nem breve, nem farto
Seja febre e tato,
Seja tudo que importe
MENOS morte,
Perfume, sentimento,
Ciúme, Vento,
Seja o que for....
Desde que seja você mesmo
Desde que seja com AMOR.
RESPIRE
Fundo
Abrace o mundo
Seja franco, forte, sincero;
PROFUNDO
Seja Eterno,
Seja motivo,
Nem muito, nem tanto
Mas sempre,
VIVO
Seja chama
Que acende, apaga
INFLAMA
Nem breve, nem farto
Seja febre e tato,
Seja tudo que importe
MENOS morte,
Perfume, sentimento,
Ciúme, Vento,
Seja o que for....
Desde que seja você mesmo
Desde que seja com AMOR.
Friday, January 28, 2005
SAUDADES
Todo sábado é dia
de fogueira
A lua se veste de renda
Os pássaros atravessam
a fronteira
De minha angústia
De tua barreira
E neste instante
O tempo se ilumina
E quebra nossa sina:
De minha angústia
De tua barreira
E neste instante
O tempo se ilumina
E quebra nossa sina:
D I S T Â N C I A
Por segundos, posso sentir teus beijos
E ouvir tua voz
Desejos fundos
De que o mundo pare,
E se cale sobre nós
Thursday, January 27, 2005
TE SEPULTEI
Rasguei todas as nossas memórias
Te toquei no lixo
Triste fim de história
Para um amor de bicho
Toquei fogo também nas fotografias
Para não lembrar tua face
Que bela ironia
Triste fim de enlace
De amor e poesia
Primeiro me deixaste rancor e poeira
Depois, um belo dia
Esqueci tua sujeira
E de longas noites varridas chorando a madrugada
Hoje, és para mim: NADA
Nada além de uma página virada !
Te toquei no lixo
Triste fim de história
Para um amor de bicho
Toquei fogo também nas fotografias
Para não lembrar tua face
Que bela ironia
Triste fim de enlace
De amor e poesia
Primeiro me deixaste rancor e poeira
Depois, um belo dia
Esqueci tua sujeira
E de longas noites varridas chorando a madrugada
Hoje, és para mim: NADA
Nada além de uma página virada !
OUTRO PLANETA
De onde venho tem estrelas
Tem magia pairando no ar
Tem taras, manias,
Brilhos e fantasias
Ilusões de contagiar
De onde venho tem crocodilos
Meninos de espartilho
Pedras, flores, cores, estilos
Maravilhas de assustar
De onde venho tem nome não
Mas, tem Maria, tem João
Eduardo, Mônica e gavião
Tem ondas da perfeição
De onde vim, posso voltar toda hora
Basta fechar os olhos
Reinventar o agora
E deixar a cabeça ir longe
Onde nenhuma senhora ou monge
Possa chegar !
Tem magia pairando no ar
Tem taras, manias,
Brilhos e fantasias
Ilusões de contagiar
De onde venho tem crocodilos
Meninos de espartilho
Pedras, flores, cores, estilos
Maravilhas de assustar
De onde venho tem nome não
Mas, tem Maria, tem João
Eduardo, Mônica e gavião
Tem ondas da perfeição
De onde vim, posso voltar toda hora
Basta fechar os olhos
Reinventar o agora
E deixar a cabeça ir longe
Onde nenhuma senhora ou monge
Possa chegar !
Subscribe to:
Posts (Atom)