Sunday, December 09, 2012
Tuesday, November 13, 2012
Desabafo
Para quê julgar flores, se todas exalam perfumes?
Para quê definir cores?
Para quê se preocupar com o que pensam as borboletas?
Ah... Cansei!
A vida é mais. A vida é ser feliz!
Para quê definir cores?
Para quê se preocupar com o que pensam as borboletas?
Ah... Cansei!
A vida é mais. A vida é ser feliz!
Monday, November 12, 2012
Da esperança
A gente se apaixona quando quer mudar de vida,
mas a
esperança é traiçoeira.
Ao ver Hermes na porta, pensa: não é verdade.
Não é
para ti. Vai te trair. Vai doer.
A esperança se faz de louca. Dá meia volta e não grita.
Ela tem outras vidas guardadas.
Em Poemas.
A esperança precisa ser reescrita.
Tuesday, October 30, 2012
Do ato
Inspiro e só a inspiração não me desvela a poesia.
Guardo o ar no umbigo,
onde nadam pássaros e moram os meus porquês.
Transpiro medos.
Expiro.
O ar soa leve. Rarefeito.
Raro é o efeito do ato de escrever.
Da liberdade
Como ser livre
em um mundo onde tudo nos aprisiona?
conceitos, roupas, ideologias, linguagem?
Só com muita poesia.
em um mundo onde tudo nos aprisiona?
conceitos, roupas, ideologias, linguagem?
Só com muita poesia.
Tuesday, September 25, 2012
Da pós modernidade
HIPERtexto
HIPERlink
HIPERinformação
HIPERconsumo
HIPERatividade
E os afetos?
HIPERafetados
God Google save us.
HIPERlink
HIPERinformação
HIPERconsumo
HIPERatividade
E os afetos?
HIPERafetados
God Google save us.
Saturday, July 28, 2012
Da janela
Olho a rua
Passa
gente
Passa
dia
Passa
lua
Passa
mês
Passa
ano
Passa
até
poesia
Você,
Não.
Wednesday, May 02, 2012
Tuesday, May 01, 2012
de uma certa ilha
Avistei um horizonte inteiro do leme daquele barco:
viagens, filhos, churrasqueira e um deck com piscina
Foi mais que uma chama, um choro, um quadro, uma colcha, ou um secador...
Mais que uma simples paixão
Foi querosene, gasolina
água turva, neblina...
Expectativas
Foi...
AMOR
Nós olhamos o futuro
Esquecemos o presente
Perdemos os dois:
Tu, o BARCO
Eu, o RUMO.
viagens, filhos, churrasqueira e um deck com piscina
Foi mais que uma chama, um choro, um quadro, uma colcha, ou um secador...
Mais que uma simples paixão
Foi querosene, gasolina
água turva, neblina...
Expectativas
Foi...
AMOR
Nós olhamos o futuro
Esquecemos o presente
Perdemos os dois:
Tu, o BARCO
Eu, o RUMO.
Thursday, September 08, 2011
da cia do travesseiro
Em chamas,
o choro baixinho
molha a seda
sobre o travesseiro da dama.
a vela derrama
monumentos de cera
sobre a cabeceira da cama.
No escuro,monumentos de cera
sobre a cabeceira da cama.
o choro baixinho
molha a seda
sobre o travesseiro da dama.
Monday, August 01, 2011
do verso perdido
E assim amanhece
outro dia
Outra manhã que esconde
e a tarde que não revela...
Quando e onde tranquei sem as chaves?
Procuro até o entardecer
Reviro memórias, discos antigos, dvd's
Canso
E assim anoiteço
Encontro em outras vozes e
só em sonhos
ela
nitidamente aparece
Assim em mim acontece
a poesia.
outro dia
Outra manhã que esconde
e a tarde que não revela...
Quando e onde tranquei sem as chaves?
Procuro até o entardecer
Reviro memórias, discos antigos, dvd's
Canso
E assim anoiteço
Encontro em outras vozes e
só em sonhos
ela
nitidamente aparece
Assim em mim acontece
a poesia.
Thursday, July 14, 2011
do presente
Te quero só hoje e nenhum outro dia porque
é o tempo presente que nos pertence.
é o tempo presente que nos pertence.
Hoje sou tua.
Hoje és meu.
Hoje és meu.
Se amanhã, me perguntares o que sinto por ti.
Responderei o mesmo que te disse ontem:
Hoje, te amo sempre.
Hoje, te amo sempre.
Wednesday, May 04, 2011
do silêncio
O silêncio com sua voz adocicada
grita em alto e bom tom
o que a linguagem
não consegue traduzir em som
Ele nos aperta o peito
com palavras mudas
e rimas um tanto quanto absurdas
Sem nenhum direito
permanece ali
CALADO
Como se nada houvesse
PASSADO.
grita em alto e bom tom
o que a linguagem
não consegue traduzir em som
Ele nos aperta o peito
com palavras mudas
e rimas um tanto quanto absurdas
Sem nenhum direito
permanece ali
CALADO
Como se nada houvesse
PASSADO.
Thursday, March 17, 2011
da pertença
Meu endereço é
uma usina, o cais, o porto, o rio
amor em desvario
Moro onde
a alma não se esconde
Quintana, Meireles, Drummond
Pessoa, Leminsky, Poe
Meu destino é
mato, praia, dia, lua, mar
ou qualquer lugar
onde
a poesia seja
AR.
uma usina, o cais, o porto, o rio
amor em desvario
Moro onde
a alma não se esconde
Quintana, Meireles, Drummond
Pessoa, Leminsky, Poe
Meu destino é
mato, praia, dia, lua, mar
ou qualquer lugar
onde
a poesia seja
AR.
Tuesday, March 08, 2011
da apreensão
De repente
a vida mudou rumos de lugar
o que tínhamos escorreu-me pelas mãos
o teu cheiro não encontro pelo ar
eu tento
fecho os olhos
respirar
mas, lá fora a brisa queima
meu corpo com outras mãos
eu fujo para não te encontrar
eu temo o que possa acontecer
amor,
eu fecho os olhos
tento relaxar
lá fora, há outros destinos
eu temo o que possa acontecer
eu temo, de repente:
A M O R
a vida mudou rumos de lugar
o que tínhamos escorreu-me pelas mãos
o teu cheiro não encontro pelo ar
eu tento
fecho os olhos
respirar
mas, lá fora a brisa queima
meu corpo com outras mãos
eu fujo para não te encontrar
eu temo o que possa acontecer
amor,
eu fecho os olhos
tento relaxar
lá fora, há outros destinos
eu temo o que possa acontecer
eu temo, de repente:
A M O R
Monday, February 28, 2011
dos anseios
A boca sem o teu gosto
sente
o peito bater
dormente
os olhos piscam
saudade
o corpo anseia
novidade.
sente
o peito bater
dormente
os olhos piscam
saudade
o corpo anseia
novidade.
Saturday, February 19, 2011
Plástica ou plástico?
Mágico mundo
este da plástica e dos espelhos
Na forma e na imagem,
põe em ordem tudo que pode ser arrumado
Miragem aos olhos desavisados,
ávidos por conteúdo e significado
Mas a verdade,
côncava,
está lá, refletida em algum lugar:
raso, cuidado!
Não mergulhar.
este da plástica e dos espelhos
Na forma e na imagem,
põe em ordem tudo que pode ser arrumado
Miragem aos olhos desavisados,
ávidos por conteúdo e significado
Mas a verdade,
côncava,
está lá, refletida em algum lugar:
raso, cuidado!
Não mergulhar.
Thursday, February 17, 2011
do tempo
O tempo vai me assim
Escorrendo pelas mãos
Trinta segundos
Sessenta minutos
Três semanas ou nove meses
Que números são, senão,
batidas subtraídas de meu coração?
Escorrendo pelas mãos
Trinta segundos
Sessenta minutos
Três semanas ou nove meses
Que números são, senão,
batidas subtraídas de meu coração?
Sunday, February 06, 2011
Lembrar é preciso para esquecer
Eu não vou te procurar embaixo de outros lençois,
nem no suor de outros corpos,
ou, entre outros gozos.
Como assombração,
você vai aparecer.
Num gesto, num cálice de vinho, numa palavra,
ou num Chico, tocando ao fundo.
Quando isso acontecer, eu vou olhar e sorrir
o sorriso mais doce que havia guardado para você.
Pois é preciso lembrar do que fui,
para esquecer.
nem no suor de outros corpos,
ou, entre outros gozos.
Como assombração,
você vai aparecer.
Num gesto, num cálice de vinho, numa palavra,
ou num Chico, tocando ao fundo.
Quando isso acontecer, eu vou olhar e sorrir
o sorriso mais doce que havia guardado para você.
Pois é preciso lembrar do que fui,
para esquecer.
Thursday, January 20, 2011
da paixão
Tropecei no sino que bate em meu peito
Caí em seu ritmo vibrante
dancei
Inebriada pela sensação de estar flutuando
dancei
Eu dançaria eternamente a mesma música,
mas por algum motivo ela parou
DANCEI
Meu coração quis pular pela garganta, depois pelo umbigo e agora ficou assim: inconstante.
Me sinto estranha tentando ouvi-lo.
Sou eu que não quero tropeçar em seu ritmo novamente?
O tempo dirá.
Por enquanto, quero dançar sozinha.
Caí em seu ritmo vibrante
dancei
Inebriada pela sensação de estar flutuando
dancei
Eu dançaria eternamente a mesma música,
mas por algum motivo ela parou
DANCEI
Meu coração quis pular pela garganta, depois pelo umbigo e agora ficou assim: inconstante.
Me sinto estranha tentando ouvi-lo.
Sou eu que não quero tropeçar em seu ritmo novamente?
O tempo dirá.
Por enquanto, quero dançar sozinha.
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